O domingo de tempo ameno convida para uma pedalada. Depois de quase 30 dias praticamente parado, em decorrência da última queda que ocorreu no caminho da pedreira, no inicio de julho de 2016. Queda esta que me causou um desconforto doloroso na cervical, por quase todo este tempo.
Parti tão logo acordei. Escolhido como destino o Morro da Tapera, este não apresenta grandes dificuldades para ser percorrido.
Rapidamente cheguei ao ponto escolhido para entrar na trilha. Rumo ao topo do morro.
O trânsito estava intenso. Nunca antes havia passado por um “engarrafamento” em trilha alguma. Corredor, motos e eu de bicicleta. Felizmente cada um seguiu seu caminho sem maiores problemas.
Engarrafamento
A trilha tem todos os tipos de solo. Terra, pedregulhos soltos, grandes pedras. Nada intransponível.
Túnel verde
Chegar ao topo é sempre uma alegria. A vista, o silêncio, o ar, elementos que renovam o espirito.
VistaTopo
Acabei descendo pelo lado mais íngreme. Aqui é preciso atenção para evitar acidentes. O risco existe e não é pequeno. Outro problema é que a saída é por uma propriedade particular. Não recomendo seguir. Embora eu não tenha tido problemas com o “dono”, que permitiu minha passagem. Aconselho seguir o trajeto do ponto T4 ao T7. A descida é mais “suave”.
Quanto a câmera, o resultado inicial foi positivo, embora tenha anotado alguns pontos para melhorar as próximas filmagens.
RESUMO
21,0 Km pedalados
2h11 tempo total (pedalados e parado trocando um pneu)
O destino já é conhecido de longa data. A Pedreira de Porto Alegre. No final deste post vou colocar o link de uma incursão passada na pedreira. Retornei para esta trilha com intuito de adicionar um novo elemento, um temperinho extra. Um rapel na pedreira menor.
O dia começou cedo, pouco depois das 6h da manhã eu já estava pedalando pelas vias do bairro Vila Nova. Pouco antes de ingressar na Estrada das Furnas, um grupo de cães “sem dono” resolveu me perseguir, me cercar, tentando me abocanhar a todo custo. Nunca Havia passado por uma perseguição canina tão longa. Para piorar o cenário, eu estava subindo uma ladeira, com mais de 10kg de equipamento nas costas, sendo atacado. Que momento.
Um novo dia
Vencia a subida da Estrada de Furnas sem demora. O dia raiou durante esta escalada.
Sem demora ingressei na trilha para a pedreira. O caminho é conhecido, não sendo necessário o uso do GPS, mas como é meu costume, eu o levo junto, para coletar as informações do percurso.
Pedreira maior, cedo pela manhã
A trilha para a pedreira tem lá suas peculiaridades. Existe um trecho em aclive, com o terreno extremamente acidentado. Impossível pedalar. Aqui a bicicleta é que é carregada. Porém de maneira geral é uma trilha que pode ser percorrida em quase sua totalidade pedalando.
Quanto mais próximo da pedreira, mais eu permito que o meu pensamento, minha atenção navegue para os preparativos do rapel. O que foi um tremendo erro. Se você esta pedalando em uma trilha, por mais conhecida que seja, em velocidade, concentre-se na trilha. Esta perda de foco me custou uma queda. Aterrissei de testa no solo. Devo acrescentar que foi bastante dolorosa, e com grandes possibilidades de um dano físico considerável. O meu capacete rachou. Se eu estivesse sem o mesmo, não gosto de imaginar o estado que minha testa estaria agora. O impacto foi tão forte, que passados dois dias do acidente, sigo com mobilidade limitada no pescoço. A dor é minha nova companheira.
Literalmente rachei a cabeça na queda
Passado o susto. Levantei. Computei as baixas. Uma perna com diversos arranhões e pequenos cortes. Hematoma na testa. Trauma no pescoço, na base do crânio. Equipamentos, freio dianteiro desconectado, câmbio traseiro funcional, porém a alavanca perdeu a mola que a faz retornar para posição original após o acionamento. O GPS descobri depois que a porta USB parou de funcionar. E obviamente o capacete quebrado.
Quem acredita em “sinais” do além, premonições, “avisos” do destino, provavelmente após esta queda, abandonaria a trilha sem realizar o rapel. Eu não. Obviamente diminui o ritmo do pedal, mas segui com meu planejamento.
Cheguei a pedreira menor e como planejado antes da minha queda, escolhi como ponto de ancoragem a pedra pintada, que fica próximo ao paredão da pedreira.
Foto satélite, cortesia do Google. Não resisti e publiquei foto que não é de minha autoria, a imagem é bonita e traz boas memórias.Bicicleta ficou acorrentada e escondida no mato
Neste ponto eu fui bastante criterioso e demorado. Estando eu sozinho, nenhum erro seria tolerado. Fiz o nó de ancoragem com toda paciência. Revisei o mesmo. Testei a corda e o nó. Coloquei muita tensão na mesma antes de realizar a primeira descida. Protegi os pontos em que a corda iria “roçar” em pedras, envolvendo a mesma com câmaras de bicicleta. Para evitar cortes e potencial rompimento da mesma.
Nó que vale uma vida. A minha vida!
Uma vez certificado a corda e o equipamento… Lagartixa vai para parede. Auferi via GPS, a parede escolhida tinha em torno de 23 metros de altura. Era possível após a descida, retornar facilmente caminhando para o topo da corda, utilizando uma pequena trilha.
Paredão de 23 metros
A experiência foi muito positiva. Estar sozinho realizando tal atividade, sem dúvida colocou um elemento extra de perigo, além de forçar um cuidado extra, especialmente após o ocorrido, a queda. Observe que não é uma prática recomendada realizar este tipo de atividade sozinho, ou sem supervisão de pessoal qualificado para lhe orientar no preparo do rapel.
Após as diversas descidas, recolhi o material, e rumei para a saída mais próxima, via Morro da Cruz. Desci o morro em velocidade, alcançando a Av. Bento Gonçalves. Desta pedalei vigorosamente em direção à zona sul. Retornando assim para o conforto e segurança de uma vida civilizada.
Este trajeto estava fermentando faz tempo no meu fértil campo de ideias. Aproveitei o fato de que a bicicleta estava na “revisão” (centramento de rodas), botei em prática a caminhada.
Nunca a poesia de Antonio Machado (poeta espanhol, e não português como eu havia erroneamente informado), fez tanto sentido.
“Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.”
Antonio Machado
Esta citação descreve perfeitamente o caminho percorrido, narrado neste artigo.
O trajeto consiste em cruzar o Morro do Osso, porém sem usar as trilhas existentes. Ou seja entrar em uma extremidade do morro e sair do outro lado. Percurso realizado em área de mato, fora das trilhas. Jungle Experience.
Ponto de entrada
A distância é pequena, o terreno oferece alguma dificuldade para progredir, mas nada que se possa dizer ser intransponível. Não foi necessário o uso de facão para abrir uma trilha, é possível progredir sem maiores dificuldade afastando / desviando os galhos do caminho.
A grande dificuldade fica por conta da orientação. Eu utilizei um GPS, e neste estavam plotados os pontos de entrada e o ponto de saída por mim escolhidos. Outro receio fica por conta da possibilidade de encontrar os famosos “malfeitores” que frequentemente se escuta falar. Os assaltos neste morro são frequentes, porém geralmente ocorrem na trilha principal e no mirante. Uma vez que eu não pretendia passar por estes locais…
Mas e trilha…
Estar envolto pela vegetação, é relaxante. Nos pontos iniciais, não foi possível escutar nada além dos pássaros, meus passos sobre as folhas secas e eventualmente água corrente do córrego que encontrei.
Negociar meu progresso com a vegetação / terreno acidentado, acabou por me colocar próximo ao limite dos fundos das residências que circundam o morro. Neste trecho, era possível escutar a “cidade”. Ruídos de motores e vozes humanas.
Observe que durante este trajeto, alguns espinhos são passiveis de lhe “atacar”. Percorri com as pernas expostas a trilha, de bermuda. Principalmente as canelas, estas ficaram bastante marcadas, arranhadas pelos galhos e espinhos que “encontrei” no caminho.
Espinhos, sempre presente
Imaginei que o grau de dificuldade deste percurso seria maior. A parte mais difícil, foi a saída. Para alcançar ponto que eu havia escolhido inicialmente para sair, era preciso vencer uma descida íngreme e escorregadia, seguida de uma subida por pedras com limo. Optei por contornar este acidente do terreno, subir o morro e buscar uma saída alternativa, uma rua acima do planejado.
Alguns dos trechos com a vegetação densa, “mato fechado”
Felizmente o GPS estava com uma precisão de localização com pouca distorção, em função da vegetação, e encontrei uma saída alternativa sem maiores dificuldades. Mas fica o aviso, não tente realizar tal trajeto, principalmente sem o uso de algum dispositivo para orientação.
Crânio de cachorro
Enfim muito boa atividade para o início do domingo frio. Como é um trajeto rápido, sobrou todo o dia para outras atividades urbanas e familiares…
No início do mês de junho de 2016, programei 3 objetivos no âmbito esportivo particular.
1° – Percorrer distância maior que 200km dentro do mês, somando todos os modais (corrida, caminhada, bike, remada, etc…)
2° – A soma de tempos de todas as atividades dentro do mês deve ser maior que 24 horas.
3° – Realizar atividades em pelo menos 50% dos dias do mês, ou seja se o mês tem 30 dias, pelo menos 15 dias deve haver alguma atividade física.
Agora que o mês acabou vou revelar, consolidar os resultados.
Objetivo 1 (200km percorridos) – OK, percorri um total de 293,45Km
Objetivo 2 (24h de exercícios) – OK, total de 24h 03min
Objetivo 3 (50% mês exercitado) – OK, 56,67% (17 dias com exercícios)
Confesso que não foi fácil. Especialmente se considerar o rigor do inverno, as frias madrugadas, somente de calção / bermuda.
Mas qual a lição que fica?
Trace um objetivo. Eu no caso tracei três. Faça o registro diário do progresso. Registre! Tudo que é registrado, medido, pode ser analisado e melhorado. Não desista. Pense nos seus objetivos, quando a cama tentar lhe segurar. A alegria de alcançar os mesmos, isto somente você vai conhecer.
Obs.
Dentre os objetivos traçados o mais difícil, que alcancei apenas no último dia do mês, foi o objetivo 2. No dia 29/06 haviam apenas 23h 01min computadas. Logo no dia 30/06 quando eu pensei em “fraquejar” e não correr, lembrei que faltava uma hora para atingir o objetivo que faltava dos três que eu havia me proposto… Logo, acordei cedo e busquei esta última hora de exercício.
Segue vivo e rigoroso o frio inverno gaúcho. Porém ficar em casa não é uma opção. A solução, bike e mato. O destino, um pequeno morro ao lado do morro São Pedro, um morrinho.
O ar estava carregado de umidade em função do nevoeiro / cerração. Quase é possível “ver” a água em suspensão no ar.
O Sol custou muito para aparecer.
Mas e a trilha?
Estrada
Encontrei uma entrada, porém não foi possível avançar muito dentro desta trilha. Isto em função do pouco tempo disponível para pedalar.
Tiro na placa
Valeu o passeio pela Estrada da Taquara, Estrada das Quirinas e Estrada São Caetano, onde pude finalmente encontrar a “felicidade” e o Salão Sorriso. Sem dúvida é uma trilha alegre.
Felicidade
Vai lá encontrar a felicidade. Mas se o que te faz feliz é outra coisa que não pedalar… Bom vai lá buscar, fazer aquilo que te faz feliz!
Um dia glorioso, partida se deu cedo pela manhã. Após a auto-decretação do dia como um feriado particular. O destino, a cidade de Nova Petrópolis, na subida da serra do estado do Rio Grande do Sul.
Cheguei sem problemas, após percurso de carro, de pouco menos de 100km.
Me preparei para a trilha dentro do carro. Foi inusitado.
Rio Santa Izabel, um convite para uma aventura.
Iniciei a caminhada em frente a rua coberta, onde ficou estacionado o veículo. O trajeto até a trilha é curto, menos de 1km. É curioso, caminhando em uma via urbana, uma pequena entrada, que em nada indica o início de uma trilha fantástica.
Iniciando a caminhada em Nova Petrópolis (RS)
O primeiro trecho de “mato” não oferece muita dificuldade, embora existam trechos de vegetação fechada, que o “facão-zinho” que me acompanhou, ajudou abrindo caminho.
Mata “fechada”. Diversos trecho de difícil acesso.
Vencido esta etapa de trilha, um trecho de estrada de chão, até a represa do Rio Santa Izabel. Vale a caminhada até a represa.
Aqui o perigo realmente aumenta. Vale lembrar que eu tracei uma rota a ser seguida durante todo este percurso. Não tente fazer esta trilha sem noções de orientação, mapas da região ou GPS. Observe, existem trechos nesta trilha extremamente perigosos, com evidente risco de morte.
Na beira desta estrada avancei em floresta fechada. Não existe trilha a ser seguida. Utilizei o GPS para orientação. Embora o GPS apresentasse distorções no posicionamento, em decorrência da densidade da vegetação, que causava a perda de sinal.
Tive de abrir caminho à faca. Em busca do rio. O terreno é muito íngreme, solo molhado / “solto”. Pedras rolam ladeira abaixo, quando se tenta pisar nelas, inclusive algumas rolam após passar por elas, as pedras vêm em direção das pernas. E não são pedras pequenas. Em certos trechos, é preciso rastejar, buscando ancoragem em raízes. Muitas vezes, estas raízes se soltam do solo, quando estas recebem o peso do corpo, quando se tenta as utilizar como apoio.
Marcas dos espinhos na panturrilha.
Cheguei no rio, porém havia uma cachoeira de uns 10 metros para descer. Como eu não estava com o equipamento de rapel, tive de voltar para o mato para contornar a cachoeira caminhando. Foi uma escalada cansativa.
Paredões são a moldura do rio
Após contornar a cachoeira grande, iniciei o canyonig. Uma caminhada de poucos quilômetros, sobre o leito do rio Santa Izabel. O lugar é fantástico. Paredões de vegetação e pedras. Absolutamente lindo e tranquilo. O barulho da água corrente, pássaros. Inexplicável.
Deixando a beleza de lado, caminhar era preciso. Todo cuidado é pouco ao caminhar em um rio cujo leito é de pedras obviamente molhadas. Recomendo a utilização de capacete para percorrer este trecho. Outro item que recomento utilizar é um bastão / cajado, para ter mais um apoio e fazer a batimetria do fundo, para conhecer a profundidade do próximo passo.
Na emoção do momento, esqueci de proteger o GPS, que estava preso na alça da mochila. Na descida de uma pequena corredeira, achei um buraco de pouco mais de 1 metro de profundidade. Cai nele. O GPS submergiu rapidamente. A estanqueidade não resistiu. Ele veio a falecer imediatamente.
Desmontei o GPS após a trilha.
O rio tem uma profundidade pequena, na média é 30 centímetros, com variações. Acredito que em épocas de chuvas, ou quando abrem a represa, a profundidade fica bem maior. Este é outro perigo, como saber quando o nível do rio vai subir?
Segui caminhado no leito do rio sem a orientação do GPS. Prossegui com a informação que havia na minha memória.
Seguindo um momento contemplativo, encontrei uma cachoeira em um afluente do rio. Outro belo presente que recebi.
Tudo transcorreu sem maiores problemas. Encontrei a saída. Em seguida encontrei algumas poucas pessoas que me indicaram o caminho para retornar para Nova Petrópolis. Uma caminhada subindo a serra. Cansativa.
Enfim foi muito positivo.
Último aviso. Ao percorrer qualquer trilha, você o faz por conta e risco! Atenção com suas escolhas. Atenção!
RESUMO
26,73 Km Caminhando
6h59 Caminhando
1495 Calorias queimadas
Dificuldade: Muito Difícil
Elevado risco de Morte
Abaixo o link para o vídeo, versão reduzida com 15min de duração
Observem também o tipo de calçado que você vai utilizar. Eu usei um tênis de corrida comum. Que obviamente não aguentou a “pressão”. Vou procurar algum calçadista que possa oferecer melhores calçados, mais apropriados para terrenos inóspitos.
Este é a primeira publicação em vídeo do TriTrilhas. Foi um dia fantástico. Onde percorri uma trilha fantástica em Nova Petrópolis – RS. Este dia foi o meu dia de folga do mundo.
O vídeo tem aproximadamente 30 minutos e traduz / resume um grande dia. Uma trilha fantástica.
Logo em seguida vou finalizar o post com detalhes extras.
Frio. GPS capturou primeiro ponto as 5h58. Frio. Muito frio. Menos de 2°C. O dia não conseguiu vencer a noite, a escuridão é total. A pedalada avança vigorosa. A primeira parada foi após 33km percorridos em 1h30. O frio me castiga demais, a parada foi em decorrência da minha falta de mobilidade da mão. Fui trocar a marcha e a mão não respondeu, estava “travada”, sem força.
Bem vindo sr. Sol
Tomei um bom gole de achocolatado, alonguei as mãos. Elas voltaram a funcionar. A chegada tímida do Sol também proporciona uma pequena melhora na sensação de frio. Acredito que poderia ter feito uso de mais agasalhos. Os dedos dos pés, todos estavam absolutamente amortecidos, sem sensibilidade. O frio tornou bastante difícil o trajeto.
Primeira parada. Muito frio. Sofrimento.
Prosseguimos até ponto backdoor2. Algumas subidas em estradas de terra e uma longa descida. Nas descidas de lombas o descanso das pernas era mascarado pelo frio que se sentia em função do vento decorrente do aumento da velocidade. Era uma sensação cortante.
Estrada até Backdoor2
O ponto backdoor2 era uma estrada, não parecia uma propriedade. Se havia uma porteira ali, ela estava aberta. Aqui inicia o modo trilha. Tuneis verdes, aclives e declives, terreno pedregoso e estreito. Porém não é preciso desmontar da bike. É possível vencer pedalando a trilha, que tem o terreno bem acidentado.
TrilhaVegetação
Finalmente encontro o que estava procurando. O que na foto de satélite, parecia ser uma pista feita por mão humanas. Realmente era uma pista. Muitas rampas, saltos, obstáculos. Muito bacana o local.
Esta imagem plantou a semente para esta trilha
Algumas pausas para fotos. O frio segue castigando o corpo. Novamente, é muito especial o local. Recomendo fortemente uma visita ao local. Descobrimos no final da trilha que o local era na verdade a Granja Armadilhas. É um local destinado a pratica de mountain bike.
Rodrigo Anele, companheiro de algumas trilhasVista
Este é um local aberto para visitação do publico em geral. Existe a cobrança de um ingresso para acessar o local. É possível acampar lá. E obviamente aproveitar as muitas trilhas oferecidas no local. Todas regadas com bastante adrenalina e uma bela vista. Vai lá visitar. Claro que não precisa saltar todas as rampas. As mais altas, achei prudente não saltar, uma vez que a minha bike não tem full suspension.
Rampa de 3m de altura
Contato da Granja Armadilhas
Estrada Ricardo V. Barcelos 2000.
Fone (51) 3494-1789 e (51) 9807-7779
RESUMO
80,5 Km pedalados
4h01 Pedalados
45 minutos parados
2379 calorias queimadas
Dificuldade: Media – Difícil
Procure fazer em outra época que não o inverno, o frio torna tudo mais difícil
Matamala, agora com bike aro 29. A temperatura estava um pouco acima dos 10°C. O primeiro ponto que o GPS marcou foi ás 5h53 da manhã. Noite fechada. Frio. E muita vontade. A pedalada é vigorosa, para espantar o frio. O rumo é conhecido, o que evita ter de fazer paradas para checar a direção que devo seguir. Literalmente avançando na escuridão. Existem trechos da av. Juca Batista, em que a iluminação pública é inexistente. Na região da Hípica, a escuridão é quase total.
Passando Belém Novo, o Beco do Jesuíno é um trajeto que evita trânsito das ruas e avenidas pavimentadas, que nesta hora é baixo. Também foi percorrido no escuro. O beco desemboca na entrada da trilha.
Subir o morro do Lageado (com “g”) é o primeiro desafio. Observe o perfil vertical da subida. É insano, mesmo com o megarange não consegui vence-la. Escalo pouco mais da metade. O trecho final é “vertical”. A bicicleta começa a ficar com tendência a empinar, em função do ângulo do solo. Até caminhando é difícil vencer o trecho. Caminhando a panturrilha “queima”.
Exatamente as 7h já na trilhaPerfil insano da subida
Iniciei a trilha exatamente ás 7h da manhã. A escolha do local, o Matamala, tinha como finalidade testar a bicicleta em uma trilha longa. Minha janela de tempo / alvará era até ás 10h. Hoje é “solto na vala”. Parei pouco, esta é a razão das poucas fotos. O objetivo, percorrer “voando” a trilha. Assim o fiz. O terreno acidentado, a suspensão dianteira, a equação entre estes fatores que permitem progredir sem acidentes, estou começando a dominar a técnica. Não espere que a suspensão faça todo serviço sozinho. É preciso auxiliar a mesma ao passar por buracos onde a roda pode travar. Aliviar o peso sobre ela. Desta forma é possível ultrapassar as saliências no solo.
Kombi nunca havia percebido ela, mas deve estar já faz tempo lá.
O tamanho e perfil do pneu. Outro fator que impressiona. As derrapagens, perda de aderência, que antes com um pneu liso, eram uma constante, praticamente desapareceram.
Mas e a trilha? Esta sempre muda um pouco de tempos em tempos. Porém esta tudo lá, Subidas pedregosas. Descidas íngremes. Longos trechos de declives pouco acentuados, que permitem desenvolver boa velocidade. Tuneis verdes. Pequenos cursos de água. Vista privilegiada. Não canso de elogiar. Meu mais profundo desejo é que esta área se preserve, que não sofra com a ação humana.
Lugar inspirador
Não é uma trilha cansativa. Pouco menos de 6km em menos de 1h20. Na minha opinião é uma ótima maneira de começar o dia.
Uma pequena lembrança de que esta é uma prática perigosa. Ao final da trilha observei um sangramento na perna. Não percebi quando ocorreu, provavelmente em um ponto da trilha fechada, onde deva ter passado velozmente por alguma planta com muitos espinhos.
Bicicleta nova. Aconteceu. No final do sábado foi a apresentação. Combinamos de sair juntos pela primeira vez no domingo, bem cedo.
Quando amanheceu com uma chuva leve, nada pude fazer. Já estava alinhado o encontro, que ocorreu independente das condições climáticas.
Pedalar uma bicicleta aro 29, é “diferente”. Estou me acostumando com esta nova configuração. Porém já na largada, uma boa surpresa. Sem muito esforço é possível atingir e manter uma velocidade em torno de 27 a 28km/h.
Fui em direção ao Morro do Exército / Morro das Abertas ou Aberta dos Morros. O dia clareava lentamente. As nuvens de chuva deixaram a luminosidade com pouca intensidade.
Subindo
Subir a lomba. Muito tranquilo, uma vez que a bike conta com uma catraca com megarange.
Entrando na trilha, me deparei com um trecho em que era impossível pedalar. Desmontei e empurrei. Ficou evidente o peso maior desta bicicleta em relação a que eu costumava utilizar. Há de se computar o peso extra da suspensão, rodas maiores entre outros detalhes.
Vencido a subida do morro. Um breve momento contemplativo. A temperatura baixa e a chuva, obrigam a não ficar parado.
Me preparei para descer a trilha. “Yes”, desta vez estou com uma bike própria para este tipo de atividade. Tentei descer o selim, para adotar uma postura com o centro de gravidade mais baixo. Para “voar lomba abaixo”. E surpresa. O banco baixa muito pouco. Na minha opinião é uma falha de projeto. Existe na barra em que o canote encaixa no quadro, uma espera para suporte de garrafa. E dentro deste cano existem rebites para suportar os parafusos. Estes limitam a entrada do canote do selim, impedindo que o banco baixe significativamente. Fique atento a este detalhe quando escolher a sua. Vou resolver o problema serrando um pedaço do canote. Vale lembrar que existe um limitador. Caso desconheça o tamanho mínimo que o canote deve ficar inserido dentro do quadro, busque esta informação, antes de modificar o seu equipamento.
Parafusos que limitam a altura do bancoIniciada em trilhas
Baixei apenas um pouquinho o banco e soltei as amarras. Trilha abaixo. Velocidade alta. Suspenção e freios a disco, ambos sendo bastante exigidos. Ousei fazer o que antes eu receava, em função da limitação de meus antigos pneus de banda lisa. Foi libertador.
Enfim, escolhi uma trilha curta, que eu já havia feito algumas vezes, para testar a nova bike. O saldo foi positivo. Preciso utilizar um pouco mais ela, para recomendar a troca. Foi muito promissor este primeiro encontro.
O interessante é que nesta trilha, completei os 1000km de deslocamento somente utilizando minha força motriz, dentro do ano de 2016.