Caixa d’água – escalada / rapel

Pouco depois das 6h da manhã já estou na rua. Caminhando. Isto em função do peso dos equipamentos que levo dentro da mochila. Cordas, mosquetões, freios e demais acessórios para escalada e rapel. Não pesei a mochila, mas tranquilamente estou falando de mais de 10kg de equipamentos.

Mas não posso reclamar. Eu tinha a opção de ficar em casa, dormindo. Deixar todo o equipamento esquecido em um canto escuro.

A minha escolha foi carregar todos estes itens, em direção a caixa d’água, localizada próximo a entrada do parque do Morro do Osso, em Porto Alegre (RS).

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o desafio…

Calculei o tempo para que minha chegada ao local coincidisse com o raiar do dia. O plano de escalar a caixa d’água, requer muita luz, visando maior segurança. Aqui meu planejamento se mostrou muito assertivo. Cheguei ao local já com o dia claro.

É um local calmo. Pouco movimento nas ruas que circundam esta praça, onde fica localizada esta caixa d’água.

Lentamente preparei os equipamentos e lancei a corda sobre a viga do primeiro estágio da caixa d’água. Corda fixada com sucesso. Preparei dois cordeletes com nós para ascender na corda presa a viga. A tarefa foi fácil. Porém realizei ascensão de maneira lenta. Prefiro realizar tal atividade com calma, checando tudo, para que não haja nenhum imprevisto, visto que eu estava sozinho.

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Escalando ao raiar do dia

Acessei o primeiro estágio. Deste, eu pretendia lançar a corda para o segundo estágio e ascender por ela. Porém a escada fixa da caixa d’água já estava ao alcance da mão. Escolhi esta via para acessar o topo.

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Primeiro estágio vencido

Após ingressar na escada, cujo acesso não é fácil, prossegui de maneira mais rápida rumo ao topo. Atenção que a estrutura da escada já apresenta avançados sinais de corrosão. É desaconselhável realizar esta escalada. Existe um grande risco envolvido.

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Escada para o topo

Chegando ao topo, uma sensação de dever cumprido. Eu havia estabelecido a meta de subir. Planejei metodicamente a ascensão. Executei o planejamento com pequenas melhorias. E cumpri meu objetivo.

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Chegando ao topo
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Vista

Há quem não veja sentido nesta empreitada. “Fi-lo porque qui-lo”. Não sou alpinista profissional, mas me é gratificante vencer os desafios aos quais me proponho.

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Retornando ao solo. Sensação de dever cumprido.
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Ghost rapel. Técnica para recuperar o equipamento.

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O bônus veio no retorno da escalada, passei em frente ao clube AABB. Neste estavam testando uma pista de mountan bike. Evento que vai ocorrer no final de semana dos dias 20 e 21 de agosto de 2016.

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Teste da pista de mountain bike

RESUMO

8,64 Km percorridos

3h10 tempo total caminhada + escalada

498calorias queimadas

Dificuldade: Média

Clique no mapa para track GPS

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Juliano Bonotto

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Duro na Queda – Rapel na Pedreira

O destino já é conhecido de longa data. A Pedreira de Porto Alegre. No final deste post vou colocar o link de uma incursão passada na pedreira. Retornei para esta trilha com intuito de adicionar um novo elemento, um temperinho extra. Um rapel na pedreira menor.

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O dia começou cedo, pouco depois das 6h da manhã eu já estava pedalando pelas vias do bairro Vila Nova. Pouco antes de ingressar na Estrada das Furnas, um grupo de cães “sem dono” resolveu me perseguir, me cercar, tentando me abocanhar a todo custo. Nunca Havia passado por uma perseguição canina tão longa. Para piorar o cenário, eu estava subindo uma ladeira, com mais de 10kg de equipamento nas costas, sendo atacado. Que momento.

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Um novo dia

Vencia a subida da Estrada de Furnas sem demora. O dia raiou durante esta escalada.

Sem demora ingressei na trilha para a pedreira. O caminho é conhecido, não sendo necessário o uso do GPS, mas como é meu costume, eu o levo junto, para coletar as informações do percurso.

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Pedreira maior, cedo pela manhã

A trilha para a pedreira tem lá suas peculiaridades. Existe um trecho em aclive, com o terreno extremamente acidentado. Impossível pedalar. Aqui a bicicleta é que é carregada. Porém de maneira geral é uma trilha que pode ser percorrida em quase sua totalidade pedalando.

Quanto mais próximo da pedreira, mais eu permito que o meu pensamento, minha atenção navegue para os preparativos do rapel. O que foi um tremendo erro. Se você esta pedalando em uma trilha, por mais conhecida que seja, em velocidade, concentre-se na trilha. Esta perda de foco me custou uma queda. Aterrissei de testa no solo. Devo acrescentar que foi bastante dolorosa, e com grandes possibilidades de um dano físico considerável. O meu capacete rachou. Se eu estivesse sem o mesmo, não gosto de imaginar o estado que minha testa estaria agora. O impacto foi tão forte, que passados dois dias do acidente, sigo com mobilidade limitada no pescoço. A dor é minha nova companheira.

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Literalmente rachei a cabeça na queda

Passado o susto. Levantei. Computei as baixas. Uma perna com diversos arranhões e pequenos cortes. Hematoma na testa. Trauma no pescoço, na base do crânio. Equipamentos, freio dianteiro desconectado, câmbio traseiro funcional, porém a alavanca perdeu a mola que a faz retornar para posição original após o acionamento. O GPS descobri depois que a porta USB parou de funcionar. E obviamente o capacete quebrado.

Quem acredita em “sinais” do além, premonições, “avisos” do destino, provavelmente após esta queda, abandonaria a trilha sem realizar o rapel. Eu não. Obviamente diminui o ritmo do pedal, mas segui com meu planejamento.

Cheguei a pedreira menor e como planejado antes da minha queda, escolhi como ponto de ancoragem a pedra pintada, que fica próximo ao paredão da pedreira.

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Foto satélite, cortesia do Google. Não resisti e publiquei foto que não é de minha autoria, a imagem é bonita e traz boas memórias.
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Bicicleta ficou acorrentada e escondida no mato

Neste ponto eu fui bastante criterioso e demorado. Estando eu sozinho, nenhum erro seria tolerado. Fiz o nó de ancoragem com toda paciência. Revisei o mesmo. Testei a corda e o nó. Coloquei muita tensão na mesma antes de realizar a primeira descida. Protegi os pontos em que a corda iria “roçar” em pedras, envolvendo a mesma com câmaras de bicicleta. Para evitar cortes e potencial rompimento da mesma.

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Nó que vale uma vida. A minha vida!

Uma vez certificado a corda e o equipamento… Lagartixa vai para parede. Auferi via GPS, a parede escolhida tinha em torno de 23 metros de altura. Era possível após a descida, retornar facilmente caminhando para o topo da corda, utilizando uma pequena trilha.

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Paredão de 23 metros

A experiência foi muito positiva. Estar sozinho realizando tal atividade, sem dúvida colocou um elemento extra de perigo, além de forçar um cuidado extra, especialmente após o ocorrido, a queda. Observe que não é uma prática recomendada realizar este tipo de atividade sozinho, ou sem supervisão de pessoal qualificado para lhe orientar no preparo do rapel.

Após as diversas descidas, recolhi o material, e rumei para a saída mais próxima, via Morro da Cruz. Desci o morro em velocidade, alcançando a Av. Bento Gonçalves. Desta pedalei vigorosamente em direção à zona sul. Retornando assim para o conforto e segurança de uma vida civilizada.

 

RESUMO

33,7 Km Pedalando

2h28min Pedalando

1h56 Parado / Rapel

Dificuldade: Muito Difícil

Elevado risco de Morte

clique no mapa para o track GPS

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Link de visita antiga para Pedreira

 

Juliano Bonotto

Regularidade

Alguém que por ventura olhe rapidamente o site TriTilhas, há talvez de pensar que eu sou um “esportista de final de semana”. Ledo engano. Também não sou nenhum atleta de elite. A palavra que acredito pode descrever o meu comportamento no âmbito esportivo, é regularidade.

Algo que eu não tolero em meu âmago, é “fraquejar” em virtude de um condicionamento físico deficitário. Por exemplo em meio a um pedal, perceber fraqueza a ponto de precisar parar. Não é a mesma fraqueza por deficiência de energia, que com uma barra de chocolate, consigo repor. São sensações muito particulares que reconheço a diferença durante a prática de minhas trilhas.

Tenho por habito exercitar-me com frequência, e não o faço apenas para ter um condicionamento físico satisfatório para empreender em minhas expedições. O exercício, fazê-lo me é gratificante e recompensador. O condicionamento é um bônus.

Dentre o que aprendi ao longo da minha existência, é de que tudo que se controla, no sentido de auferir, é possível melhorar. Dito isto passei a monitorar e registrar minhas atividades físicas. Já estou no segundo ano de registro.

Claro que eu poderia utilizar um dos tantos aplicativos que existem disponíveis para tal fim. Porém, tenho minhas peculiaridades, e parti para um registro em planilha particular onde eu teria a liberdade de manusear os dados como me conviesse.

Registro 4 informações básicas diariamente. São elas:

Qual a atividade foi praticada

Tempo desta atividade

Distância percorrida

Calorias queimadas (passei a registrar esta grandeza somente no ano de 2016)

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Meu relógio fornece e armazena os dados

Esta informação serve de guia, para verificar percentualmente a quantidade de dias com exercício dentro de cada mês. Olhando a planilha, toda aquela informação sempre orientada para o estudo do mês… Resolvi criar um panorama anual.

Qual não foi minha surpresa. Abaixo a informação que estava “escondida” na minha planilha. A visão anual.

Do primeiro dia do ano de 2016 até o dia 23 de maio, eu já percorri, somente com a força motriz de meu corpo, quase 1000 quilômetros. 974,7 quilômetros, para ser mais preciso. Este número me surpreendeu.

Também o percentual de dias sem exercício, me pareceu alto.

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O mais assustador, em um comparativo com o ano de 2015. Neste atingi a marca de 1000 quilômetros percorridos, em 26 de abril. Logo, no ano de 2016, estou andando menos… Vou encerrar o post por aqui… tenho muito ainda que correr, pedalar, remar, …, se eu quiser melhorar minha marca em relação ao ano passado…

* 2015 – total de 1990,17 quilômetros percorridos.

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Sempre informando

Dica final, quer trilhar?

Condicione o seu corpo, escolha sempre uma trilha cuja dificuldade esteja de acordo com sua condição física. Trilha é prazer. Se bem que eventualmente dói um pouco também.

Quer um desafio? Em breve o TriTrilhas vai trazer novidades neste sentido. Aguarde.

Juliano Bonotto