Chapéu do Sol – Bike

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O Sol nascendo e o pedal é na direção dele. Destino é o Chapéu do Sol. Bairro de Porto Alegre, passando Belém Novo. Asfalto nesse trecho não oferece maiores dificuldades. São 15km aproximadamente, se considerar a saída o início do calçadão de Ipanema.

 

Encontrei “encravado” neste bairro, uma pequena porção de “mato”.

Atenção para  a chegada ao local. Existe uma trilha logo após a entrada no “pórtico”. Creio que esta vá para algum conjunto habitacional. É grande o fluxo de pessoas nela.

Para acessar o mato, é preciso cruzar o córrego logo após o “pórtico”. Siga reto, não dobre para a direita, após o “pórtico”.

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“Pórtico”

E a trilha? Muito fechada. É pouco utilizada. Praticamente não existe trilha. Quanto mais eu adentrava em direção aos pontos que eu havia pré-definido, mais densa fica a vegetação, a ponto de impossibilitar pedalar.

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Segui literalmente desbravando este local. Tal era a densidade da vegetação, que minhas canelas, desprotegidas, ficaram crivadas de espinhos. Muitos espinhos.

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Carregando a bicicleta sobre o ombro, em terreno pouco favorável, decidi não prosseguir na direção que eu havia planejado, tal era a dificuldade de avançar. Com a ajuda do GPS tratei de retornar pelo caminho percorrido. Não sem antes tentar retornar sem a ajuda do GPS, o que não foi possível, tal é a densidade da vegetação, que não permite uma navegação sem apoio de instrumentos.

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A subida pouco pronunciada, agora no retorno é uma descida. Um pouco de emoção nesta trilha, não poderia faltar…

Enfim, não recomendo percorrer essa trilha. Não de bicicleta. Quem sabe no futuro, sem bike e na companhia de um facão, periga eu tentar novamente. Quando? Não sei.

RESUMO

40,30 Km

2h49 trajeto

1298 calorias queimadas

Dificuldade: média

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Trail Run – Chuva

A chuva que castiga a região Sul do Brasil, segue inclemente. Nem mesmo ela pode frear meu ímpeto pela rua. De forma inusitada, parti pouco antes do meio-dia. Uma corrida leve em torno de 6km, passando pela praia de Ipanema, zona sul de Porto Alegre, até chegar ao “pé do morro”.

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Sem tempo de hesitar, o pé passa do asfalto para a grama. Busco a trilha para acessar o topo do morro. A água da chuva transformou a trilha em leito de rio. Molhar o pé quando se esta correndo, não é bom. Mas o que fazer, é um risco que assumo quando decido correr na chuva.

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Há quem não suporte o simples fato de pensar em fazer uma trilha, causa arrepios, com chuva então, impensável. Não faço parte deste grupo. Este tipo de atividade neste clima, me é prazerosa.

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Aproveitei o fato de estar sem bicicleta e escolho um trajeto mais difícil, fora da trilha. Utilizei um caminho de pedras. Não é o mais indicado a se fazer, especialmente considerando a chuva, pedras molhadas e escorregadias, estar sozinho. Mas enfim, foi a minha escolha.

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O progresso foi lento e cauteloso. Vencer subida de pedras molhadas, requer cuidado.

Venci a subida, cheguei ao topo. O vento se faz presente. A nebulosidade é visível, nuvens baixas se movimentam ao sabor do vento. Ficar parado no vento estando molhado, não é boa ideia. Não houve tempo para contemplar a paisagem.

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A descida se deu igualmente por caminho sem trilha, sobre pedras e vegetação alta. Bom para testar reflexo e orientação.

RESUMO

15,31 Km

1h50 trajeto

1201 calorias queimadas

Dificuldade: média

MAPA

 

2000km @ 2017

 

2.000 km percorridos em 2017. Desde 1° de janeiro até 06 de setembro de 2017, 2.000km percorridos em ambiente externo. Seja correndo, caminhando, pedalando, remando, subindo ou descendo… Extenuante? Não, foram emocionantes. Ok, eu confesso que houveram dias em que a preguiça pedia algumas horas de sono extra…

Felizmente venci a preguiça. Uma vez que eu não faço uso de academia, tenho apenas um compromisso firmado “comigo mesmo”, de ter que fazer exercício em 50% dos dias de cada mês, percorrendo um mínimo de 200km e 24 horas, quando somados todos os tempos e distâncias dentro de cada mês.

Pequenas lesões, me impediram de chegar neste marco antes. Além de atrapalhar meus objetivos nos meses de junho e julho.

Mas, é mais fácil do que você pensa. Basta querer!

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Resumo

 

Ferrovia do Trigo – Bike

Desde que fiz essa travessia pela primeira vez em 2014 no modo caminhada, cresceu a ideia de realizar a mesma pedalando.  LINK PARA FERROVIA EM 2014. E em 2017, lá fui verificar essa possibilidade.

 
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Viaduto sem proteção lateral

Não repeti exatamente o mesmo percurso. Remodelei este para comportar ser percorrido de bicicleta em poucas horas. Partindo da cidade de Muçum (RS), em direção a Dois Lageados (RS).

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Início, em Muçum

“Deliciosos” 25km percorridos nesta subida de asfalto,  em pouco menos de 2 horas. A estrada em grande parte conta com um generoso acostamento. Em poucos trechos onde a pista é duplicada, o acostamento é suprimido. Porém em função do baixo transito de veículos nesta rodovia, em nenhum momento me senti ameaçado por ultrapassagens. Note que é uma escalada intercalada de 3 subidas e 3 descidas. Ainda assim, caso decida por percorrer esse trajeto, tenha certeza de estar com o condicionamento físico em dia.

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Subida “sem” fim

Dois Lajeados (RS) até Camping Recanto da Ferrovia. Aproximadamente 8,5km percorridos em menos de 1 hora. Grande parte deste trecho, é de estrada de chão, em declive. Existem alguns trechos de subida. Nada que exija muito esforço físico. É bem sinalizado o percurso. Você pode seguir os pontos informados no track GPS (01Entra, 02aqui,03aqui, 04…, 06Bif,…,10aqui). Os pontos 06Bif e 08Bif, é minha abreviatura para “bifurcação”.

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Placas e GPS, ambos apontando para mesma direção

Neste camping, pode ser a sua última chance para adquirir produtos para consumir na jornada, tal como suco congelado de laranjas da propriedade. Oferecido em pequenas garrafas PET recicladas. Recomendo levar uma garrafa, que vai descongelando ao longo do caminho, permitindo tomar um gole de suco gelado a cada intervalo de 20 minutos( tempo de descongelar mais um gole).

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É bom estar de volta…

Esta primeira etapa consumiu ao todo, pouco menos de 3 horas para percorrer ao todo 34km, com altimetria acumulada de 758 mts

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Ninguém disse que seria fácil…

Chegar a ferrovia, propriamente, atingir o ponto desejado, com uma navegação apurada, é sublime. Grande alegria me invade ao colocar o pé e a roda da bike sobre os trilhos.

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Túnel

A razão de eu ter escolhido fazer o trajeto desta forma, fica aqui evidenciado. Pois a ferrovia, deste ponto até Muçum, é em declive suave. O que vai facilitar meu objetivo de pedalar sobre os trilhos, dormentes e cascalho.

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Luz no fim do túnel

Inicio a travessia. O primeiro viaduto que cruzo, é sem barreiras laterais. Com espaçamento entre os dormentes.  Caminhando e empurrando a bike. Logo em seguida o primeiro túnel. Lanterna à postos, e inicio o pedal, sobre pedras na escuridão do túnel.

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Pedalando sobre os trilhos

Não é fácil pedalar sobre uma via férrea. Tentei diversas configurações. Bem no centro dos trilhos, é a mais difícil. Os dormentes não estão nivelados com os cascalhos, o solavanco ao passar pelos dormentes faz com que seja impossível de pedalar. O melhor local para pedalar na minha opinião é fora dos trilhos, sobre os cascalhos, que cobrem os dormentes. Dessa forma consegui desenvolver velocidades em torno de 10km/h.

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O trecho mais bonito da ferrovia, é entre o Camping Recanto da Ferrovia e Vespasiano Correa. Onde estão os viadutos mais altos, cuja engenharia surpreende os visitante. Assim como longos túneis. A vista do vale abaixo da ferrovia também é de tirar o fôlego.

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Olha o trem…zinho

Diversas cachoeiras podem ser observadas no caminho. Marquei duas. Cachoeira e CachoeiraSUBT. A primeira permite o banho de forma “segura”. É preciso uma trilha de 1 minuto até ela, que pode ser feito, indo em direção do barulho da água.

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A cachoeiraSUBT, é subterrânea. Vale transpor o desnível de pedra que separa ela da ferrovia, para vislumbrar a mesma.

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Após Vespasiano Correa, o cenário do percurso em direção a Muçum, retornando ao ponto de origem, majoritariamente é vegetação fechada e paredões rochosos, ao longo da ferrovia. Neste trecho principalmente os ombros e as palmas das mãos começam a dar sinais de fadiga. Estes são muito exigidos em função da irregularidade do terreno percorrido (cascalho solto).

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Este trecho final de 5km até Muçum, é extenuante. Se você não busca vencer nenhuma meta pessoal individual, concentre sua visita no trecho entre o Camping Recanto da Ferrovia e Vespasiano Correa.

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Trecho final, entre paredões de pedra

Mas sem dúvida se a sua resistência física permitir, é um roteiro fantástico!!

*Esta jornada tive de enfrentar um pneu furado. Havia comigo mais duas câmaras para pneu, além de remendos. Leve pilhas extras, para lanterna e GPS. Consumi 4 litros de água na jornada, além de lanche rápido, consumido durante a pedalada, sem parar.

** Os trechos de túnel, obviamente não há sinal GPS. Foram ligados os pontos entrada e saída de cada túnel. Por esta razão todos os túneis parecem uma reta, o que não é a realidade.

RESUMO

61,10 Km

7h51 trajeto

1835 calorias queimadas

Dificuldade: Muito difícil

MAPA

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Rosa dos Ventos – Bike / Caminhada

 

O dia é frio sem muito rigor, final de outono no sul do Brasil. Pedalando em direção…

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Ops… antes de chegar na trilha

Ao largo do morro, quem por ventura prestar atenção ao mesmo, é capaz de observar uma Rosa dos Ventos, “tatuada” da encosta dele. Olhando em fotos de satélite, é preciso aplicar um bom nível de zoom para visualizar a mesma.

Local visualizado. É ponto plotado no GPS. E inicia-se mais uma jornada.

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O trecho inicial da trilha é um velho conhecido. Subida íngreme, espinhos nas pernas. Padrão “eu deixo marcas na trilha e a trilha deixa marcas em mim.”

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Deste ponto em diante é sem bicicleta…

Após cruzar o topo do morro e alcançar a face sul deste, é onde realmente iniciam as dificuldades.  O trajeto que escolhi, para alcançar a Rosa dos Ventos, não conta com uma trilha. É preciso avançar em meio a vegetação fechada. Tomei coragem e abandonei a Bike, encostada em uma árvore, sob densa vegetação. Segui caminhando por 2km por onde era impossível pedalar.

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Não existe nenhuma marcação para facilitar a navegação. Dependi inteiramente das informações do GPS para alcançar o ponto desejado e voltar para o local onde deixei a Bike “abandonada”.

É o tipo de caminho, em que após passar, a vegetação se fecha atrás de você. Achar o caminho de retorno sem um equipamento de apoio, é se não impossível, muito difícil.

Esta é a razão da não publicação deste trecho da trilha. Não vou recomendar a visitação. É perigoso.

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Após esse trecho de muita adrenalina, e teste de conhecimentos em navegação por instrumentos, segui descendo a face sul do morro. Esta trilha de descida é pouco utilizada. A vegetação cresce onde uma vez foi a trilha. Muitos galhos e árvores caídas bloqueiam o caminho.

Na minha primeira tentativa de achar a saída, cheguei nos fundos de uma residência, sendo recepcionado por uma dupla de cães de grande porte. Calmamente dei meia-volta. Mais uma pequena pedalada e encontrei finalmente a saída.

*Desconheço maiores detalhes de quem foi o responsável por criar esta obra, e o motivo. Se alguém souber, pode me informar.

RESUMO

21,65 Km

2h03 trajeto

776 calorias queimadas

Dificuldade: difícil

MAPA – clique no link abaixo para track GPS

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Cascata do Garapiá – Rapel

O plano desta descida tem mais de ano. E finalmente juntei as condições para colocar o mesmo em prática. Estar no litoral norte Gaúcho, com o equipamento correto e tempo para fazer.

Após uma longa semana chuvosa, resolvi que não mais esperaria. No dia escolhido, antes das 6h da manhã já estava ingressando na BR rumo a cidade de Maquiné. A chuva se fez presente durante todo o trajeto. A única razão que me faria recuar do meu objetivo, rapel, era se caso o volume de água da cachoeira fosse excessivo. Mas para obter esta informação, eu teria de conferir a mesma pessoalmente.

Chegando lá, felizmente o volume de água estava dentro da normalidade. Logo cedo pela manhã o Garapiá sem nenhum visitante, ficou completamente à minha disposição.

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Cascata do Garapiá

Iniciei a trilha lateral a cachoeira, rumo ao todo desta. A trilha é curta, porém ela tem trechos “desprotegidos”, onde existe o risco de queda de altura considerável. Em virtude das chuvas recentes a mesma estava bastante escorregadia. Toda cautela é bem vinda ao percorrer a mesma.

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Trilha acesso ao topo da cascata

No topo da cachoeira durante o preparo dos pontos de ancoragem, sofri diversas quedas. O leito do rio é de pedra, assim como o seu entorno. Muito escorregadio o piso. USAR SEMPRE O CAPACETE! Em uma das quedas, bati fortemente a cabeça em uma pedra, felizmente estava usando o capacete.

Uma vez a ancoragem e a via de descida preparadas, revisadas, testadas, iniciei a série de descidas. Tomar um banho de cachoeira por si só já é uma atividade muito prazerosa. Descer de rapel, atrás da cachoeira… não me atrevo a tentar descrever a alegria que é. Transcende.

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Após as descidas era preciso nadar aproximadamente 15 metros, que separam a cachoeira da margem. Fazer esta travessia com tênis, roupas e equipamentos de lastro, não é tarefa fácil. Mas também não é impossível.

Por duas horas e meia fiz diversas descidas. Testando diversas “manobras”. Encerrei as descidas, tão logo percebi o primeiro sintoma de frio. O dia estava nublado.

Gostou, quer fazer com o apoio do TriTrilhas? Quer sua aventura em vídeo? Entre em contato via e-mail – tritrilhas@outlook.com

 

RESUMO

9,2 Km trilha + descidas

2h35 minutos trilha + preparo rapel + descidas

501 calorias queimadas

Dificuldade: Fácil a trilha, rapel exige experiência.

MAPA

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Reserva do Lami – Remo

Nasceu a ideia, e em menos de uma semana coloquei em prática. Navegar com o caiaque no entorno da Reserva Biológica do Lami, no extremo sul da cidade de Porto Alegre (RS).

Embora a remada propriamente dita não fosse em nada desafiadora, não foram poucos os desafios enfrentados nesta jornada. O primeiro desafio, foi colocar o caiaque dentro do carro. Felizmente eu já aprendi a melhor disposição de bancos para acomodar a embarcação. Realizei a tarefa rapidamente e parti rumo a “praia do Lami”. Isto as 5h da manhã, escuridão total e absoluta nas vias que cruzei.

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Escuridão ao lançar o caiaque no rio

Chegando lá eu não havia marcado/escolhido um ponto para acessar o rio Guaíba. Contei com a sorte. Felizmente encontrei uma abertura na vegetação com acesso ao rio. Mesmo com a pouca iluminação do local. Porém este acesso era de solo lodoso, barro mesmo. Ao pisar, afundava até a canela no barro. Era preciso caminhar uma boa distância no barro até encontrar profundidade suficiente para embarcar no caiaque sem literalmente atolar. Somado a isso uma nuvem de mosquitos me atacou sem a menor piedade. Que começo.

Uma vez dentro da água, era possível escutar a música de uma festa / “pancadão” que ocorria no Lami. Durante o lançamento do caiaque na água, evitei cruzar com diversos grupos de pessoas que deixavam o evento. A música deste evento me acompanhou por um bom tempo na remada. Era possível escutar a distância ela.

O dia raiou de forma espetacular. O crepúsculo matutino é sempre um show à parte. Observar tal evento, navegando é… “não tem preço”.

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Crepúsculo matutino

Facilmente encontrei a o acesso que margeia a reserva. Observar que não é permitido desembarcar na reserva. Regra essa que foi respeitada por mim. Minha esperança era visualizar algumas espécies que tem este local como seu habitat. Capivaras, lontras, bugios, entre outros.

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Dentre o que consegui avistar, creio ter visto uma capivara na margem norte, ou foi um golpe de vista. Infelizmente não consegui registrar com a câmera esta suposta aparição. Escutei diversos bichos mergulhando, emitiam um ruído e então se escutava o barulho de um corpo entrando na água. Avistei o que acredito ter sido o mergulho de uma lontra, ao longe.

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É possível ver a água agitada onde a lontra saltou

Fora os avistamentos, muitos pássaros entoavam seu canto com a minha passagem. Algumas aranhas inevitavelmente caíram sobre mim. Gentilmente as devolvi para os seus locais de origem. Isto em virtude do túnel verde que se forma sobre este braço d’água. Caso sofra de aracnofobia, fique longe.

Foi uma remada muito tranquila. O local é de uma beleza ímpar. Em determinados momentos formou um belo espelho d’água.

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Espelho d’água

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O retorno não ofereceu grande desgaste. Praticamente o vento era nulo, sem ondas os locais por onde naveguei. O desafio era enfrentar novamente o barro para sair do rio. Felizmente a praia do Lami conta com chuveiros públicos. Fiz bom uso de um deles.

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Barro agora é visível

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Felizmente o local conta com chuveiro público, que funciona!!

RESUMO

8,3 Km remados

2h12 minutos remando

484 calorias queimadas

Dificuldade: Fácil a remada, exige noção de navegação.

Clique no mapa para Track GPS

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