Morro do Osso – Jungle Experience

Este trajeto estava fermentando faz tempo no meu fértil campo de ideias. Aproveitei o fato de que a bicicleta estava na “revisão” (centramento de rodas), botei em prática a caminhada.

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Nunca a poesia de Antonio Machado (poeta espanhol, e não português como eu havia erroneamente informado), fez tanto sentido.

“Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.”
Antonio Machado

Esta citação descreve perfeitamente o caminho percorrido, narrado neste artigo.

O trajeto consiste em cruzar o Morro do Osso, porém sem usar as trilhas existentes. Ou seja entrar em uma extremidade do morro e sair do outro lado. Percurso realizado em área de mato, fora das trilhas. Jungle Experience.

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Ponto de entrada

A distância é pequena, o terreno oferece alguma dificuldade para progredir, mas nada que se possa dizer ser intransponível. Não foi necessário o uso de facão para abrir uma trilha, é possível progredir sem maiores dificuldade afastando / desviando os galhos do caminho.

A grande dificuldade fica por conta da orientação. Eu utilizei um GPS, e neste estavam plotados os pontos de entrada e o ponto de saída por mim escolhidos. Outro receio fica por conta da possibilidade de encontrar os famosos “malfeitores” que frequentemente se escuta falar. Os assaltos neste morro são frequentes, porém geralmente ocorrem na trilha principal e no mirante. Uma vez que eu não pretendia passar por estes locais…

Mas e trilha…

Estar envolto pela vegetação, é relaxante. Nos pontos iniciais, não foi possível escutar nada além dos pássaros, meus passos sobre as folhas secas e eventualmente água corrente do córrego que encontrei.

Negociar meu progresso com a vegetação / terreno acidentado, acabou por me colocar próximo ao limite dos fundos das residências que circundam o morro. Neste trecho, era possível escutar a “cidade”. Ruídos de motores e vozes humanas.

Observe que durante este trajeto, alguns espinhos são passiveis de lhe “atacar”. Percorri com as pernas expostas a trilha, de bermuda. Principalmente as canelas, estas ficaram bastante marcadas, arranhadas pelos galhos e espinhos que “encontrei” no caminho.

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Espinhos, sempre presente

Imaginei que o grau de dificuldade deste percurso seria maior. A parte mais difícil, foi a saída. Para alcançar ponto que eu havia escolhido inicialmente para sair, era preciso vencer uma descida íngreme e escorregadia, seguida de uma subida por pedras com limo. Optei por contornar este acidente do terreno, subir o morro e buscar uma saída alternativa, uma rua acima do planejado.

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Alguns dos trechos com a vegetação densa, “mato fechado”

Felizmente o GPS estava com uma precisão de localização com pouca distorção, em função da vegetação, e encontrei uma saída alternativa sem maiores dificuldades. Mas fica o aviso, não tente realizar tal trajeto, principalmente sem o uso de algum dispositivo para orientação.

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Crânio de cachorro

Enfim muito boa atividade para o início do domingo frio. Como é um trajeto rápido, sobrou todo o dia para outras atividades urbanas e familiares…

RESUMO

7,35 km caminhando (1,70 km de trilha)

1h54 Caminhando e paradas (1h17 dentro da trilha)

429 Calorias queimadas

Dificuldade: Moderado

Vídeo completo abaixo

clique no mapa para o track GPS

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