Farol de Itapuã

Existem muitos tipos de sonhos. Sonhos gigantescos, sonhos utópicos, simples, compostos, possíveis e etc… O sonho nasceu desde meu início de vida náutica, como velejador. Tanto nas regatas que adentravam a Lagoa dos Patos, quanto em travessias na Lagoa e no Rio Guaíba. Desde a primeira vez que vi o Farol de Itapuã, eu desejei conhecer este local…

Um “sonho” que alimentei por muito tempo, um sonho possível de realizar, bastaria um pouco de esforço e um pouco de sorte…

Eis que juntei essas duas variáveis, e resolvi a equação deste sonho. o Resultado foi que eu finalmente consegui visitar o Farol de Itapuã.

um pouco de história do farol… Foi construído em 1860. O acesso se dá somente via água. Embora funcione de forma automatizada, ele conta com faroleiro em regime de rotação. Ou seja o faroleiro permanece por determinado tempo no farol.

No belíssimo livro de Geraldo Knippling – O Guaíba e a Lagoa dos Patos, há uma bela foto do Farol, nela as janelas, portas e cobertura do farol, estão com uma cor laranja.

Hoje a cor das aberturas é verde.

As demais fotos do local…

Escadaria
O Farol
Ilha dos Juncos
Muro Farroupilha…
entrei e fiz o tour descalço…

Praia do Rosa – Praia do Luz – Ibiraquera (Trilha)

Foi um dia nublado, final de inverno…
Mas era o dia que eu tinha disponível para realizar a trilha. Se não estão caindo raios, segue a trilha… Foi o que eu fiz.

Sai cedo pela manhã em direção ao Rosa Sul. Ao chegar no início da trilha foi possível ver um pedacinho do Sol nascendo.

A trilha tem um grau de dificuldade baixo. É curta, pouca elevação, não exige muito preparo físico para superar a mesma.

Existem vários caminhos para fazer a travessia Rosa Sul para Praia do Luz, pode ser costeando o mar, ou cruzando o morro. Pela costa é um pouco mais difícil transpor alguns trechos de pedras. Pelo morro, existe uma pequena subida para se vencer.

Dependendo do caminho você pode cruzar com alguns bois e vacas…

Alguns trechos são de mato fechado, mas a maior parte é somente vegetação rasteira.

No topo do morro é possível visualizar ambos os lados / praias.

E para finalizar, uma “borboleta agarrada na merd@…”

Para evitar ser arrastada pelo vento… vale tudo, até ficar agarrado na merd@
RESUMO
11,8Km percorridos
2h 28min tempo total
883 Calorias queimadas
Dificuldade: Fácil
MAPA
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Praia do Rosa, Praia Vermelha, Ouvidor e Barrinha

Bah, pouco planejamento e muita vontade… Assim fui. Pela trilha saindo da Praia do Rosa, passando pela Praia Vermelha, Ouvidor e Barrinha… e voltando por esse mesmo caminho…

Depois de muito tempo voltei aqui para a Praia do Rosa. Desta vez munido de GPS e câmera.

Iniciei as 6h da manhã de um dia que não prometia Sol. Chegar ao Rosa Norte é fácil. Aqui inicia a primeira parte da trilha. Rosa Norte em até a Praia Vermelha. Esse é o trecho com maior ganho de altitude. A trilha é bem sinalizada e conta com alguns trechos “pavimentados” por pedras. Percorrer esse caminho é recompensador, a vista é…

Após esse primeiro morro, chega-se a Praia Vermelha. Essa era quase uma praia particular no passado, praticamente todo o entorno da praia foi adquirido pela família controladora da Siderúrgica Gerdau.

Praia Vermelha – trilha em direção ao Ouvidor

Hoje felizmente existem “servidões de passagem” por onde é possível fazer a trilha do morro saindo da Praia Vermelha em direção a Praia do Ouvidor. Esta é a trilha “mais confortável” nela existem diversas pontes nos trechos mais difíceis.

Ponte auxilia na trilha

No topo do morro entre a Vermelha e o Ouvidor também há uma “estrada” que a família proprietária do local construiu…

Estrada no topo do morro

A Praia do Ouvidor tem seus encantos…

Praia do Ouvidor

no canto Norte da Praia do Ouvidor inicia a trilha em direção a Barrinha.

Iniciei a trilha “por fora” pelas pedras…

Eu iniciei a trilha entre o Ouvidor e a Barrinha, pelas pedras, mas é fácil encontrar as “servidões de passagem”, pequenas porteiras ou bretes que permitem os caminhantes a cruzar terrenos particulares. O grau de dificuldade pela grama, é menor em relação ao caminho que eu fiz pelas pedras

Neste trecho, é possível encontrar muito gado pastando…

vaca na trilha…

E depois de 8,5km e 1h40min, cheguei ao meu destino, a Praia da Barrinha.

Barrinha

O grau de dificuldade não é grande. Exige sim um mínimo de preparo físico. É preciso observar as chuvas no dia anterior em relação ao dia que se deseja fazer a trilha. Fui em um dia após chuvas. O caminho onde haviam pedras estava escorregadio. Recomendo cautela.

RESUMO
16,7Km percorridos
2h 59min tempo total
1607 Calorias queimadas
Dificuldade: Média / Fácil
MAPA
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Vila Itapuã – ilha das Pombas – Farol de Itapuã – Praia do Tigre – Praia de Fora – ilha dos Juncos (Remo)

Gravação da remada…

Longo é o título deste post, assim como o post e como foi essa remada…
Faz muito tempo que eu tenho um desejo trancado no campo das ideias. Conhecer com calma os encantos do Parque Reserva de Itapuã – RS. Assim como suas praias. E claro o Farol de Itapuã, que marca o encontro do Rio Guaíba e da Lagoa dos Patos. Não esquecendo obviamente também da Ilha das Pombas e da Ilha dos Juncos.

Todas as vezes que eu passei por esses locais, eu estava velejando, ou em regatas ou em travessias, que não permitiam parar e contemplar estes locais. E cada vez que eu passava por eles eu reforçava uma promessa de visitar estes locais com calma.

Eis que aconteceu. Marquei o trajeto, suprimentos, equipamentos, entre eles um saco de dormir. O plano era pernoitar na Ilha dos Juncos. Infelizmente descobri que que as ilhas são áreas de preservação cuja visitação é proibida. Uma lástima. Preservar é preciso, mas creio que alguma flexibilização deveria existir.

Voltando ao remo. Parti logo cedo saindo da Vila de Itapuã. Dia claro, sem vento, rio com águas calmas. Percorridos 5km e chego ao primeiro objetivo, Ilha das Pombas. Uma placa fincada na ilha… Qual não é a minha surpresa descobrir que a ilha é área protegida. Pausa sem desembarcar, fico ao largo da ilha e faço ali o desjejum.

Sigo remando, agora em direção ao “portão” que marca a separação do Rio Guaíba e Lagoa dos Patos. É lá que esta o Farol de Itapuã.

Passadas pouco mais de 2horas e 12km remados, eis que finalmente chego ao farol de Itapuã. Lindo, majestoso. Posso permanecer o tempo que eu assim desejar contemplando esse monumento a navegação, que é ainda atualmente de grande ajuda para as embarcações que circulam nesta área. Um dia sei que vou receber um convite para conhecer o interior desse símbolo.

Farol de Itapuã

Mas eu desejava mais, e fui em busca… Venci meu receio e adentrei na Lagoa dos Patos em uma embarcação miúda. Meu pequeno caiaque. Quem já navegou com tempo ruim na lagoa, bem sabe que esse não é local para pequenos barcos…

Mesmo em um dia ensolarado, o vento e as onda se apresentaram, não com extrema fúria, mas estavam lá, marcando a entrada da lagoa.

Felizmente consegui me abrigar do vento de quadrante norte tão logo alterei meu rumo e fiquei “abrigado” pelas elevações que compõem o Parque de Itapuã. Em águas mais calmas, consegui visualizar toda a beleza do Parque.

Praia do Tigre, linda, intocada

As elevações, o relevo do parque. A vegetação, pedras e água.

A Praia de Fora

Cheguei a Praia de fora depois de remar 15km em pouco mais de 3h. Lembrando que precisaria fazer todo o caminho de volta… Esse tipo de remada eu não aconselharia ninguém a fazer, principalmente se a pessoa não realiza atividades físicas regularmente. Eu embora não seja um remador costumaz, devo remar 1 ou 2x por mês, no máximo. No inverno essa taxa cai para quase ZERO. Mesmo não me considerando um “remador” eu encaro o desafio. Claro que o esforço de remar deve ser levado em consideração. Mas existem outras variáveis nesta equação, autocontrole, um pouco de coragem entre outras.

Mas valeu cada remada. A margem da Praia de Fora é muito rasa. O caiaque encalhou a uns 2 metros da areia. Assim não desembarquei na praia, e sim na água. E por ali fiquei para um mergulho.

Praia de Fora – imagem de DRONE

O acesso a esta praia por terra é via o Parque de Itapuã. Tem períodos em que a visitação é aberta ao público e outras é vedado, em função do manejo ambiental do parque.

Aproveitei meus momentos neste local. Juntei meu equipamento e partiu retorno, mirando a Ilha dos Juncos.

O caminho inverso agora na Lagoa dos Patos indo em direção ao Farol de Itapuã. E com vento de proa. E neste caminho tenho de cruzar novamente pelo…

sim ele novamente, o Farol de Itapuã… um dia quem sabe vou poder visitar…

Já de volta ao Rio Guaíba e passo pelo canal de navegação e uma de suas boias

Navio passando, e eu remando…

Após mais de 5h30min remando por mais de 23km, chego finalmente na Ilha dos Juncos. Cansado.

Ilha dos Juncos, a placa de PROIBIDO TUDO pode ser vista no canto direito, acima da vegetação.

Não obstante a placa, encontrei uma patrulha ambiental em um bote. Que reforçou a proibição. Durante todo a remada eu observei esse bote indo e vindo, entre as ilhas e o parque. Logo meu conselho é que se respeite a orientação pelo não desembarque nelas.

Novamente levanto o questionamento. Sim preservar é preciso. Porém será esse o melhor caminho, o de proibir qualquer interação com as Ilhas? Não sei.

Sem opção de desembarque. Com pesar desisti de passar a noite na Ilha dos Juncos. Ajustei o rumo para Vila de Itapuã, e remando lentamente, cansado e contra o vento, resignado fui remar os 7 km para o final da aventura.

Mas o destino ainda me reservava uma surpresa… Uma pequena embarcação de pesca alinhou comigo e gentilmente o Comandante João Pituca ofereceu um reboque. Pensei por alguns instantes e aceitei. os 5km finais foram “deslizando sem esforço” pelas águas do Guaíba até a Vila de Itapuã.

Comandante João Pituca

Reboque amigo…

“deslizando sem esforço”

Já no Canal da Vila de Itapuã

RESUMO
26,5Km remados
6h 15min remando
1633 Calorias queimadas
Dificuldade: Difícil
6,1Km rebocado
48min rebocado

Roxo = Remando
Amarelo = Rebocado 

Regata Marina do Jayme

Por obra do acaso, reencontrei uma grande pessoa. Me foi solicitada uma indicação, um amigo questionou onde poderia “testar” suas habilidades de remar um caiaque. Busquei em minha agenda antiga o número do Jayme, que tinha o Clube SAVA como seu local de atendimento.

Isto me fez descobrir onde o Jayme esta atualmente. É uma pequena Marina na Vila Assunção. Comporta caiaques, SUPs  e pequenos veleiros (laser, dingue, …).

Prestei um visita a ele, e o mesmo me convidou para uma regata.

Convite aceito segue abaixo o registro da mesma.

 

Com relação ao contato do Jayme, segue
Fone/Whatsapp +55 51 99918-6079

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Lagoas Interpraias (SUL) – Remo

A ideia era grande e desafiadora. Percorrer as 06 (seis) lagoas e seus canais de ligação, entre Cidreira e a Barra de Tramandaí/Imbé. Escolhi para realizar o desafio um dia com vento do quadrante Sul. Felizmente havia essa previsão de vento durante a janela que eu tinha para realizar a travessia.

São 6h da manhã. Solicitei apoio para o transporte do caiaque ao ponto de partida, coube ao meu solicito e prestativo advogado Cristiano Müller esta tarefa. Chegando em Cidreira apontei a ponte que escolhi para o início da jornada, ele incrédulo, – Mas é aqui mesmo?

Caiaque foi rapidamente para água, assim como os demais equipamentos, principalmente o GPS, dentro de um saco estanque preso ao caiaque. Equipamento fundamental para o sucesso da minha expedição.

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Iniciei a travessia da primeira lagoa, a Lagoa da Fortaleza ou Azul. O vento Sul neste instante era de pouca intensidade, se fez presente, auxiliando na direção em que eu remava. Minha energia estava a pleno, sendo realizada rapidamente. O primeiro canal foi encontrado sem maiores dificuldades, mesmo estando ele “escondido” pelos juncos.

Lagoasinterpraias.Still004

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Juncos escondem entrada do canal

Pouco depois de iniciar a remada no canal, lá estava a barragem Lagoa Azul. Como não havia muita referência a ela na Internet, foi uma surpresa. Meu receio é que ela provocasse um “correnteza”, que poderia me “jogar” em suas corredeiras,  fui muito cauteloso na aproximação desta. Felizmente nenhum susto maior. Consegui contornar ela caminhando sem  dificuldade.

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Canal

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Barragem Lagoa Azul

Após a barragem o canal é muito raso. Raspei o fundo do caiaque diversas vezes no fundo raso.

Adentrei a segunda lagoa, Lagoa do Manuel Nunes. 3km de remada. O vento se intensifica. Há um discrepância no mapa que me guia. Este mostra um desenho diferente do lago/entrada do canal. Felizmente contornei o problema rapidamente e entro no segundo canal. Ao final deste canal, existe uma pequena ilha de areia que leva para a terceira lagoa.

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Canal raso

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Ilha de areia

A terceira é a Lagoa do Gentil.  São mais 3km. O vento levanta marolas de popa. Eventualmente consigo surfar estas. Outra me ultrapassam, e literalmente passam por cima do caiaque, enchendo o cockpit de água. Este é um dos riscos de navegar com o vento de popa, ondas que “lavam” a embarcação miúda.

Mesmo com condições climáticas adversas, faço uma navegação impecável, chegando precisamente no próximo canal. Aqui uma pausa para repor calorias, após 4 horas remando.

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Revoada

Saindo deste canal a lagoa de número 4, a Lagoa das Custódias. Misericórdia, essa foi dura, o vento e ondas entravam pela alheta de boreste.  Desestabilizando o caiaque. Foi pouco mais de 4km remando em condições que já não mais eram das mais favoráveis. Para piorar acabou a bateria do GPS. Era impossível trocar estas neste trajeto. Tive de achar o canal “no tato”. Felizmente antes do GPS apagar, eu havia marcado um ponto notável em terra que simbolizava a entrada do canal. Foi nessa direção que remei e encontrei o “fu**ing” canal. Nele tratei de trocar as pilhas do GPS.

Este canal marcou a “volta para a civilização”. No entorno dele diversas casas e pessoas. Mas após ele, eu desconhecia o tamanho do problema que viria a enfrentar.

Lagoa do Armazém e Lagoa Tramandaí. Esse trajeto de pouco mais de 3 km foram absolutamente infernais.  Vento forte e ondas de través, por mais que eu tentasse manter a linha reta amarela pretendida, era impossível. O Vento me empurrava para a ilha de juncos. O cockpit ficou novamente alagado. Eu estava remando por mais de 6h30min, 25km. Minha força já era apenas uma fração. Foi uma luta contra a natureza, melhor dizendo, uma negociação. Lutar contra a natureza é derrota na certa, é preciso negociar, fazer concessões para atingir o objetivo pretendido modificando um pouco o trajeto planejado.

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Vento sul pelo través, impossível manter uma reta

Enfim venci este trecho. E logo encontrei a barra de Tramandaí. Aguas mais calmas. Tomou 40 minutos para percorrer estes 2,5km. Minha força já me abandonava por completo. Encalhei o caiaque no ponto pretendido para o meu resgate. Não sai do mesmo. Estava com frio, ficar dentro dele me abrigava do vento em meu corpo molhado. Liguei para o meu resgate e fiquei 30 minutos parado. O pessoal que aproveitava a orla, me olhava de um jeito estranho, mal sabiam eles tudo que eu havia passado…

RESUMO

30,53 Km

7h11min tempo total

1734 calorias queimadas – estimativa baixa

Dificuldade: Extrema / Insano

Clique no mapa para o track GPS

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este tipo de expedição para empreender sozinho, é preciso ter muita Fé em si mesmo. Acreditar e conhecer a ti mesmo. Se quebrar o teu “espírito” no meio do trajeto, acho difícil conseguir/chamar qualquer apoio.É preciso acreditar na tua força e seguir remando, negociando tua passagem, mesmo quando os elementos estão contra ti.

Nem tente fazer tal trajeto se não tem conhecimento de navegação por GPS. Tão pouco se não tem intimidade com caiaque, águas, saber nadar …

Não há qualquer marcação/sinalização da entrada destes canais.

Trilha dos Cataventos (Tuia) – Revisitada

O período de final de ano, inicio de ano novo, é uma época muito festiva. Muita bebida fermentada, lautas refeições noturnas. Inevitavelmente quando participo destes jantares, tenho dificuldade de realizar no dia seguinte alguma atividade física. Havia programado sair ás 5h da manhã. Consegui fazê-lo somente ás 7h.

Não obstante, o trago mal curado que atrasou minha saída, meu planejamento também não foi o mais apurado. A intenção era percorrer o trajeto correndo. Acabei caminhando a maior parte deste. Levei pouca água, apenas um litro. Esqueci o par de meias reserva, assim como uma outra cueca, para o caso de molhar estes itens, poder trocar os mesmos, para evitar principalmente assaduras na virilha.

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Lá fui, em direção a Trilha dos Cataventos, já sob a luz do Sol e seus primeiros raios matinais. Este trecho inicial é fácil, em torno de 6~7km. Basicamente é cruzar a cidade de Tramandaí em direção a trilha.

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Logo na entrada da trilha, o efeito dos excessos se apresentam na forma de uma tremenda dor de barriga. Neste ponto metade da água que estava comigo foi utilizada.

O início da trilha é um terreno fácil de percorrer. Um pouco de areia, grama, chão batido. O único ponto a ressaltar são as imensas poças de água que ocupam toda a passagem. É impossível contornar as mesmas. É preciso molhar o pé. A dica é tirar o tênis e cruzar a poça com os pés descalços. Evitando molhar o tênis e a meia e assim evitar eventuais bolhas causadas pelo atrito do tênis molhado ao pé. Eu não fiz isso. Tentei cruzar saltando e obviamente não obtive sucesso. Molhei o pé. E pior, não tinha outra meia seca para trocar.

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Outra ponto negativo deste trecho inicial são os insetos. Uma espécie de “mutuca”, muito inconveniente, um bando delas tentava a todo custo extrair um amostra do meu sangue, para lhes servir de refeição.

Aqui neste trecho já se observa a proximidade dos cataventos (geradores eólicos). Somente mais alguns quilômetros, dois ou três e é possível estar próximo a eles. Creio não ser indicado se aproximar e tão pouco tocar nestes equipamentos, em função da eletricidade estática.

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Deste ponto em diante segui por uma das poucas áreas de dunas naturais que estão preservadas no litoral do Rio Grande do Sul. É E-X-T-R-E-M-A-M-E-N-T-E bonito este local. Dunas brancas, altas, de uma textura lisa que foram delicadamente talhadas pelo vento presente da região. Lindo demais.

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Mas a maior surpresa estava por vir. No cruzamento da área de dunas em direção a estrada/praia, encontrei uma lagoa de água doce, transparente, límpida, de pouco mais de 60cm de profundidade. Absolutamente fantástica. Uma pintura. Me senti no nordeste do Brasil,  Lençóis Maranhenses. Não resisti. Me atirei de corpo e alma.

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Estas lagoas, assim como as dunas, são móveis, e dependem dos ventos e das chuvas. Não sei quanto tempo esta lagoa vai ficar nesta localização.

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Que presente eu recebi!

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Finalizado meu revigorante mergulho, percorri mais alguns quilômetros. Cruzei a estrada, e iniciei o meu retorno ao ponto de partida. Mais 10 exaustivos quilômetros, sob um Sol escaldante.

Felizmente encontrei algumas notas de Reais dentro de minha mochila, que me permitiu adquirir mais uma porção de água.

#Dicas Finais

Leve boné, use uma camisa de manga longa com proteção solar. Leve pelo menos 2 litros de água. Leve um par de meias sobressalente. Uma cueca ou calcinha sobressalente, de acordo com sua preferência. GPS e pilhas sobressalentes. E obviamente muita, MUITA vontade.

Atenção que existem diversas propriedades particulares no entorno desta trilha. Neste caminho por mim percorrido, não saltei nenhuma cerca. Creio não ter entrado em nenhuma propriedade particular. Se o fiz, deixo aqui registrado o meu pedido de desculpas. Durante todo o meu trajeto, nada danifiquei e levei. Deixei apenas algumas marcas de pegadas, que agora o vento já deve ter apagado.

Minha virilha ficou com uma assadura gigantescamente dolorida!

RESUMO

29,56 Km

5h25 trajeto

1653 calorias queimadas

Dificuldade: difícil

MAPA

CventoMAP

Link para relato da Trilha dos Cataventos realizada em 2014.

2017

Finalizado o ano de 2017. É hora do “balanço”.

Felizmente, mesmo diante inúmeros contratempos, encerrei este ano de forma positiva nas métricas esportivas.

Dos 365 dias do ano, em 208 realizei alguma atividade física (56,99% do ano).

Percorrendo um total de 3.030km, em 247h43min, o equivalente a 10 dias e 7 horas de exercícios.

2017

Melhorei em relação aos anos anteriores. Isto somente percebo, pois registrei “fielmente” cada uma das atividades, ao longo destes 3 anos (2015, 2016 e 2017). Efetivamente em algumas faltou bateria no dispositivo GPS e nestas estimei os totais da atividades .

Ai fica a dica, registre seus treinos. Tudo que se registra, se mensura, se compara… é Possível melhorar. Analisando os números, fica fácil identificar onde ocorrem falhas/rupturas.

Eu utilizo uma planilha”off-line”, desta forma tenho liberdade de cruzar os dados para uma visualização destes de acordo com minha necessidade. Além do fato de eu não levar o celular em grande parte de minhas atividades esportivas/trilhas. Mas se você prefere, existe diversos APPs que podem lhe auxiliam nesta tarefa.

Com relação a 2018… este é uma nova folha em branco, e já comecei com dois dias de folga… Esse ano promete!

2018

Vale lembrar um post de 2016 – Regularidade. Sugiro releitura do mesmo.

Seguem algumas fotos deste ano de 2017 que passou.

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Chapéu do Sol – Bike

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O Sol nascendo e o pedal é na direção dele. Destino é o Chapéu do Sol. Bairro de Porto Alegre, passando Belém Novo. Asfalto nesse trecho não oferece maiores dificuldades. São 15km aproximadamente, se considerar a saída o início do calçadão de Ipanema.

 

Encontrei “encravado” neste bairro, uma pequena porção de “mato”.

Atenção para  a chegada ao local. Existe uma trilha logo após a entrada no “pórtico”. Creio que esta vá para algum conjunto habitacional. É grande o fluxo de pessoas nela.

Para acessar o mato, é preciso cruzar o córrego logo após o “pórtico”. Siga reto, não dobre para a direita, após o “pórtico”.

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“Pórtico”

E a trilha? Muito fechada. É pouco utilizada. Praticamente não existe trilha. Quanto mais eu adentrava em direção aos pontos que eu havia pré-definido, mais densa fica a vegetação, a ponto de impossibilitar pedalar.

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Segui literalmente desbravando este local. Tal era a densidade da vegetação, que minhas canelas, desprotegidas, ficaram crivadas de espinhos. Muitos espinhos.

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Carregando a bicicleta sobre o ombro, em terreno pouco favorável, decidi não prosseguir na direção que eu havia planejado, tal era a dificuldade de avançar. Com a ajuda do GPS tratei de retornar pelo caminho percorrido. Não sem antes tentar retornar sem a ajuda do GPS, o que não foi possível, tal é a densidade da vegetação, que não permite uma navegação sem apoio de instrumentos.

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A subida pouco pronunciada, agora no retorno é uma descida. Um pouco de emoção nesta trilha, não poderia faltar…

Enfim, não recomendo percorrer essa trilha. Não de bicicleta. Quem sabe no futuro, sem bike e na companhia de um facão, periga eu tentar novamente. Quando? Não sei.

RESUMO

40,30 Km

2h49 trajeto

1298 calorias queimadas

Dificuldade: média

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Trail Run – Chuva

A chuva que castiga a região Sul do Brasil, segue inclemente. Nem mesmo ela pode frear meu ímpeto pela rua. De forma inusitada, parti pouco antes do meio-dia. Uma corrida leve em torno de 6km, passando pela praia de Ipanema, zona sul de Porto Alegre, até chegar ao “pé do morro”.

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Sem tempo de hesitar, o pé passa do asfalto para a grama. Busco a trilha para acessar o topo do morro. A água da chuva transformou a trilha em leito de rio. Molhar o pé quando se esta correndo, não é bom. Mas o que fazer, é um risco que assumo quando decido correr na chuva.

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Há quem não suporte o simples fato de pensar em fazer uma trilha, causa arrepios, com chuva então, impensável. Não faço parte deste grupo. Este tipo de atividade neste clima, me é prazerosa.

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Aproveitei o fato de estar sem bicicleta e escolho um trajeto mais difícil, fora da trilha. Utilizei um caminho de pedras. Não é o mais indicado a se fazer, especialmente considerando a chuva, pedras molhadas e escorregadias, estar sozinho. Mas enfim, foi a minha escolha.

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O progresso foi lento e cauteloso. Vencer subida de pedras molhadas, requer cuidado.

Venci a subida, cheguei ao topo. O vento se faz presente. A nebulosidade é visível, nuvens baixas se movimentam ao sabor do vento. Ficar parado no vento estando molhado, não é boa ideia. Não houve tempo para contemplar a paisagem.

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A descida se deu igualmente por caminho sem trilha, sobre pedras e vegetação alta. Bom para testar reflexo e orientação.

RESUMO

15,31 Km

1h50 trajeto

1201 calorias queimadas

Dificuldade: média

MAPA