Regata Marina do Jayme

Por obra do acaso, reencontrei uma grande pessoa. Me foi solicitada uma indicação, um amigo questionou onde poderia “testar” suas habilidades de remar um caiaque. Busquei em minha agenda antiga o número do Jayme, que tinha o Clube SAVA como seu local de atendimento.

Isto me fez descobrir onde o Jayme esta atualmente. É uma pequena Marina na Vila Assunção. Comporta caiaques, SUPs  e pequenos veleiros (laser, dingue, …).

Prestei um visita a ele, e o mesmo me convidou para uma regata.

Convite aceito segue abaixo o registro da mesma.

 

Com relação ao contato do Jayme, segue
Fone/Whatsapp +55 51 99918-6079

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Lagoas Interpraias (SUL) – Remo

A ideia era grande e desafiadora. Percorrer as 06 (seis) lagoas e seus canais de ligação, entre Cidreira e a Barra de Tramandaí/Imbé. Escolhi para realizar o desafio um dia com vento do quadrante Sul. Felizmente havia essa previsão de vento durante a janela que eu tinha para realizar a travessia.

São 6h da manhã. Solicitei apoio para o transporte do caiaque ao ponto de partida, coube ao meu solicito e prestativo advogado Cristiano Müller esta tarefa. Chegando em Cidreira apontei a ponte que escolhi para o início da jornada, ele incrédulo, – Mas é aqui mesmo?

Caiaque foi rapidamente para água, assim como os demais equipamentos, principalmente o GPS, dentro de um saco estanque preso ao caiaque. Equipamento fundamental para o sucesso da minha expedição.

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Iniciei a travessia da primeira lagoa, a Lagoa da Fortaleza ou Azul. O vento Sul neste instante era de pouca intensidade, se fez presente, auxiliando na direção em que eu remava. Minha energia estava a pleno, sendo realizada rapidamente. O primeiro canal foi encontrado sem maiores dificuldades, mesmo estando ele “escondido” pelos juncos.

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Juncos escondem entrada do canal

Pouco depois de iniciar a remada no canal, lá estava a barragem Lagoa Azul. Como não havia muita referência a ela na Internet, foi uma surpresa. Meu receio é que ela provocasse um “correnteza”, que poderia me “jogar” em suas corredeiras,  fui muito cauteloso na aproximação desta. Felizmente nenhum susto maior. Consegui contornar ela caminhando sem  dificuldade.

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Canal
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Barragem Lagoa Azul

Após a barragem o canal é muito raso. Raspei o fundo do caiaque diversas vezes no fundo raso.

Adentrei a segunda lagoa, Lagoa do Manuel Nunes. 3km de remada. O vento se intensifica. Há um discrepância no mapa que me guia. Este mostra um desenho diferente do lago/entrada do canal. Felizmente contornei o problema rapidamente e entro no segundo canal. Ao final deste canal, existe uma pequena ilha de areia que leva para a terceira lagoa.

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Canal raso
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Ilha de areia

A terceira é a Lagoa do Gentil.  São mais 3km. O vento levanta marolas de popa. Eventualmente consigo surfar estas. Outra me ultrapassam, e literalmente passam por cima do caiaque, enchendo o cockpit de água. Este é um dos riscos de navegar com o vento de popa, ondas que “lavam” a embarcação miúda.

Mesmo com condições climáticas adversas, faço uma navegação impecável, chegando precisamente no próximo canal. Aqui uma pausa para repor calorias, após 4 horas remando.

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Revoada

Saindo deste canal a lagoa de número 4, a Lagoa das Custódias. Misericórdia, essa foi dura, o vento e ondas entravam pela alheta de boreste.  Desestabilizando o caiaque. Foi pouco mais de 4km remando em condições que já não mais eram das mais favoráveis. Para piorar acabou a bateria do GPS. Era impossível trocar estas neste trajeto. Tive de achar o canal “no tato”. Felizmente antes do GPS apagar, eu havia marcado um ponto notável em terra que simbolizava a entrada do canal. Foi nessa direção que remei e encontrei o “fu**ing” canal. Nele tratei de trocar as pilhas do GPS.

Este canal marcou a “volta para a civilização”. No entorno dele diversas casas e pessoas. Mas após ele, eu desconhecia o tamanho do problema que viria a enfrentar.

Lagoa do Armazém e Lagoa Tramandaí. Esse trajeto de pouco mais de 3 km foram absolutamente infernais.  Vento forte e ondas de través, por mais que eu tentasse manter a linha reta amarela pretendida, era impossível. O Vento me empurrava para a ilha de juncos. O cockpit ficou novamente alagado. Eu estava remando por mais de 6h30min, 25km. Minha força já era apenas uma fração. Foi uma luta contra a natureza, melhor dizendo, uma negociação. Lutar contra a natureza é derrota na certa, é preciso negociar, fazer concessões para atingir o objetivo pretendido modificando um pouco o trajeto planejado.

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Vento sul pelo través, impossível manter uma reta

Enfim venci este trecho. E logo encontrei a barra de Tramandaí. Aguas mais calmas. Tomou 40 minutos para percorrer estes 2,5km. Minha força já me abandonava por completo. Encalhei o caiaque no ponto pretendido para o meu resgate. Não sai do mesmo. Estava com frio, ficar dentro dele me abrigava do vento em meu corpo molhado. Liguei para o meu resgate e fiquei 30 minutos parado. O pessoal que aproveitava a orla, me olhava de um jeito estranho, mal sabiam eles tudo que eu havia passado…

RESUMO

30,53 Km

7h11min tempo total

1734 calorias queimadas – estimativa baixa

Dificuldade: Extrema / Insano

Clique no mapa para o track GPS

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este tipo de expedição para empreender sozinho, é preciso ter muita Fé em si mesmo. Acreditar e conhecer a ti mesmo. Se quebrar o teu “espírito” no meio do trajeto, acho difícil conseguir/chamar qualquer apoio.É preciso acreditar na tua força e seguir remando, negociando tua passagem, mesmo quando os elementos estão contra ti.

Nem tente fazer tal trajeto se não tem conhecimento de navegação por GPS. Tão pouco se não tem intimidade com caiaque, águas, saber nadar …

Não há qualquer marcação/sinalização da entrada destes canais.

Trilha dos Cataventos (Tuia) – Revisitada

O período de final de ano, inicio de ano novo, é uma época muito festiva. Muita bebida fermentada, lautas refeições noturnas. Inevitavelmente quando participo destes jantares, tenho dificuldade de realizar no dia seguinte alguma atividade física. Havia programado sair ás 5h da manhã. Consegui fazê-lo somente ás 7h.

Não obstante, o trago mal curado que atrasou minha saída, meu planejamento também não foi o mais apurado. A intenção era percorrer o trajeto correndo. Acabei caminhando a maior parte deste. Levei pouca água, apenas um litro. Esqueci o par de meias reserva, assim como uma outra cueca, para o caso de molhar estes itens, poder trocar os mesmos, para evitar principalmente assaduras na virilha.

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Lá fui, em direção a Trilha dos Cataventos, já sob a luz do Sol e seus primeiros raios matinais. Este trecho inicial é fácil, em torno de 6~7km. Basicamente é cruzar a cidade de Tramandaí em direção a trilha.

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Logo na entrada da trilha, o efeito dos excessos se apresentam na forma de uma tremenda dor de barriga. Neste ponto metade da água que estava comigo foi utilizada.

O início da trilha é um terreno fácil de percorrer. Um pouco de areia, grama, chão batido. O único ponto a ressaltar são as imensas poças de água que ocupam toda a passagem. É impossível contornar as mesmas. É preciso molhar o pé. A dica é tirar o tênis e cruzar a poça com os pés descalços. Evitando molhar o tênis e a meia e assim evitar eventuais bolhas causadas pelo atrito do tênis molhado ao pé. Eu não fiz isso. Tentei cruzar saltando e obviamente não obtive sucesso. Molhei o pé. E pior, não tinha outra meia seca para trocar.

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Outra ponto negativo deste trecho inicial são os insetos. Uma espécie de “mutuca”, muito inconveniente, um bando delas tentava a todo custo extrair um amostra do meu sangue, para lhes servir de refeição.

Aqui neste trecho já se observa a proximidade dos cataventos (geradores eólicos). Somente mais alguns quilômetros, dois ou três e é possível estar próximo a eles. Creio não ser indicado se aproximar e tão pouco tocar nestes equipamentos, em função da eletricidade estática.

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Deste ponto em diante segui por uma das poucas áreas de dunas naturais que estão preservadas no litoral do Rio Grande do Sul. É E-X-T-R-E-M-A-M-E-N-T-E bonito este local. Dunas brancas, altas, de uma textura lisa que foram delicadamente talhadas pelo vento presente da região. Lindo demais.

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Mas a maior surpresa estava por vir. No cruzamento da área de dunas em direção a estrada/praia, encontrei uma lagoa de água doce, transparente, límpida, de pouco mais de 60cm de profundidade. Absolutamente fantástica. Uma pintura. Me senti no nordeste do Brasil,  Lençóis Maranhenses. Não resisti. Me atirei de corpo e alma.

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Estas lagoas, assim como as dunas, são móveis, e dependem dos ventos e das chuvas. Não sei quanto tempo esta lagoa vai ficar nesta localização.

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Que presente eu recebi!

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Finalizado meu revigorante mergulho, percorri mais alguns quilômetros. Cruzei a estrada, e iniciei o meu retorno ao ponto de partida. Mais 10 exaustivos quilômetros, sob um Sol escaldante.

Felizmente encontrei algumas notas de Reais dentro de minha mochila, que me permitiu adquirir mais uma porção de água.

#Dicas Finais

Leve boné, use uma camisa de manga longa com proteção solar. Leve pelo menos 2 litros de água. Leve um par de meias sobressalente. Uma cueca ou calcinha sobressalente, de acordo com sua preferência. GPS e pilhas sobressalentes. E obviamente muita, MUITA vontade.

Atenção que existem diversas propriedades particulares no entorno desta trilha. Neste caminho por mim percorrido, não saltei nenhuma cerca. Creio não ter entrado em nenhuma propriedade particular. Se o fiz, deixo aqui registrado o meu pedido de desculpas. Durante todo o meu trajeto, nada danifiquei e levei. Deixei apenas algumas marcas de pegadas, que agora o vento já deve ter apagado.

Minha virilha ficou com uma assadura gigantescamente dolorida!

RESUMO

29,56 Km

5h25 trajeto

1653 calorias queimadas

Dificuldade: difícil

MAPA

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Link para relato da Trilha dos Cataventos realizada em 2014.

2017

Finalizado o ano de 2017. É hora do “balanço”.

Felizmente, mesmo diante inúmeros contratempos, encerrei este ano de forma positiva nas métricas esportivas.

Dos 365 dias do ano, em 208 realizei alguma atividade física (56,99% do ano).

Percorrendo um total de 3.030km, em 247h43min, o equivalente a 10 dias e 7 horas de exercícios.

2017

Melhorei em relação aos anos anteriores. Isto somente percebo, pois registrei “fielmente” cada uma das atividades, ao longo destes 3 anos (2015, 2016 e 2017). Efetivamente em algumas faltou bateria no dispositivo GPS e nestas estimei os totais da atividades .

Ai fica a dica, registre seus treinos. Tudo que se registra, se mensura, se compara… é Possível melhorar. Analisando os números, fica fácil identificar onde ocorrem falhas/rupturas.

Eu utilizo uma planilha”off-line”, desta forma tenho liberdade de cruzar os dados para uma visualização destes de acordo com minha necessidade. Além do fato de eu não levar o celular em grande parte de minhas atividades esportivas/trilhas. Mas se você prefere, existe diversos APPs que podem lhe auxiliam nesta tarefa.

Com relação a 2018… este é uma nova folha em branco, e já comecei com dois dias de folga… Esse ano promete!

2018

Vale lembrar um post de 2016 – Regularidade. Sugiro releitura do mesmo.

Seguem algumas fotos deste ano de 2017 que passou.

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Chapéu do Sol – Bike

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O Sol nascendo e o pedal é na direção dele. Destino é o Chapéu do Sol. Bairro de Porto Alegre, passando Belém Novo. Asfalto nesse trecho não oferece maiores dificuldades. São 15km aproximadamente, se considerar a saída o início do calçadão de Ipanema.

 

Encontrei “encravado” neste bairro, uma pequena porção de “mato”.

Atenção para  a chegada ao local. Existe uma trilha logo após a entrada no “pórtico”. Creio que esta vá para algum conjunto habitacional. É grande o fluxo de pessoas nela.

Para acessar o mato, é preciso cruzar o córrego logo após o “pórtico”. Siga reto, não dobre para a direita, após o “pórtico”.

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“Pórtico”

E a trilha? Muito fechada. É pouco utilizada. Praticamente não existe trilha. Quanto mais eu adentrava em direção aos pontos que eu havia pré-definido, mais densa fica a vegetação, a ponto de impossibilitar pedalar.

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Segui literalmente desbravando este local. Tal era a densidade da vegetação, que minhas canelas, desprotegidas, ficaram crivadas de espinhos. Muitos espinhos.

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Carregando a bicicleta sobre o ombro, em terreno pouco favorável, decidi não prosseguir na direção que eu havia planejado, tal era a dificuldade de avançar. Com a ajuda do GPS tratei de retornar pelo caminho percorrido. Não sem antes tentar retornar sem a ajuda do GPS, o que não foi possível, tal é a densidade da vegetação, que não permite uma navegação sem apoio de instrumentos.

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A subida pouco pronunciada, agora no retorno é uma descida. Um pouco de emoção nesta trilha, não poderia faltar…

Enfim, não recomendo percorrer essa trilha. Não de bicicleta. Quem sabe no futuro, sem bike e na companhia de um facão, periga eu tentar novamente. Quando? Não sei.

RESUMO

40,30 Km

2h49 trajeto

1298 calorias queimadas

Dificuldade: média

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Trail Run – Chuva

A chuva que castiga a região Sul do Brasil, segue inclemente. Nem mesmo ela pode frear meu ímpeto pela rua. De forma inusitada, parti pouco antes do meio-dia. Uma corrida leve em torno de 6km, passando pela praia de Ipanema, zona sul de Porto Alegre, até chegar ao “pé do morro”.

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Sem tempo de hesitar, o pé passa do asfalto para a grama. Busco a trilha para acessar o topo do morro. A água da chuva transformou a trilha em leito de rio. Molhar o pé quando se esta correndo, não é bom. Mas o que fazer, é um risco que assumo quando decido correr na chuva.

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Há quem não suporte o simples fato de pensar em fazer uma trilha, causa arrepios, com chuva então, impensável. Não faço parte deste grupo. Este tipo de atividade neste clima, me é prazerosa.

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Aproveitei o fato de estar sem bicicleta e escolho um trajeto mais difícil, fora da trilha. Utilizei um caminho de pedras. Não é o mais indicado a se fazer, especialmente considerando a chuva, pedras molhadas e escorregadias, estar sozinho. Mas enfim, foi a minha escolha.

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O progresso foi lento e cauteloso. Vencer subida de pedras molhadas, requer cuidado.

Venci a subida, cheguei ao topo. O vento se faz presente. A nebulosidade é visível, nuvens baixas se movimentam ao sabor do vento. Ficar parado no vento estando molhado, não é boa ideia. Não houve tempo para contemplar a paisagem.

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A descida se deu igualmente por caminho sem trilha, sobre pedras e vegetação alta. Bom para testar reflexo e orientação.

RESUMO

15,31 Km

1h50 trajeto

1201 calorias queimadas

Dificuldade: média

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Poa / Guaíba – Remo

O inverno não é a estação do ano mais convidativa para prática de esportes ao ar livre. Menos ainda quando envolvem água. A previsão era de um dia nublado e com possibilidade de chuva e um vento “moderado”. Levando em consideração essas variáveis, e o fato de que eu desejava “descansar” as pernas de uma semana de treino de corrida e pedal, parti com o caiaque em direção ao Rio Guaíba.

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Amanhecendo na beira do rio

Logo aos primeiros raios de Sol, o caiaque já se encontrava flutuando na água. Findados todas as checagens de segurança, parti. O plano é simples, proa apontando na ilha das Pedras Brancas (Presídio), após deixar esta por bombordo e seguir até a praia do Caisinho na cidade de Guaíba.

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dia nublado

E assim foi feito. Uma remada tranquila. Embora o dia nublado, com nuvens cobrindo todo o céu. Somente próximo a ilha é que foi possível “sentir” a presença do vento e algumas marolas, nada assustadoras.

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Passando ao largo da ilha das Pedras Brancas
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poucas marolas e vento

Em pouco mais de 1h venci os 6km de rio que separam estas cidades. Em Guaíba, a cidade preguiçosamente acordava. Um breve descanso, e voltei para água. Me aguardavam mais 6km para o retorno.

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Chegando em Guaíba
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Cidade praticamente deserta, cedo pela manhã

Pouco depois de deixar a margem de Guaíba, encontrei 4 jovens remadores, em uma única embarcação. Questionados, revelaram que estava se preparando para Campeonato de Canoagem, representando Guahyba Associação de Canoagem. Boa sorte a estes atletas.

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Boa sorte aos jovens atletas

Voltando a minha navegação, marquei no GPS o exato ponto onde eu desejava aportar. E nesta linha reta eu segui. Uma chuva fina no meio da travessia brindou minha passagem. Parei por alguns instantes de remar, para escutar o barulho da chuva, caindo sobre o leito do rio. Que momento!

Estar remando, especialmente sobre o rio Guaíba, é onde me sinto mais tranquilo, isso em uma condição sem vento. Quando o vento “pega” sobre o rio… ai a história é diferente. É preciso sempre checar a previsão antes de partir. O vento sobre este rio, dependendo da velocidade, pode tornar a navegação em pequenas embarcações extremamente perigosa. Lembre desta informação e de sempre usar um colete salva-vidas.

O rio Guaíba é lindo. Que pena que é tão maltratado. Que pena que as cidades que te margeiam não lhe dão o devido valor e cuidado.

RESUMO

13,3 Km

2h28 remando

761 calorias queimadas

Dificuldade: moderada

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