Felicidade – Bike

Segue vivo e rigoroso o frio inverno gaúcho. Porém ficar em casa não é uma opção. A solução, bike e mato. O destino, um pequeno morro ao lado do morro São Pedro, um morrinho.

O ar estava carregado de umidade em função do nevoeiro / cerração. Quase é possível “ver” a água em suspensão no ar.

O Sol custou muito para aparecer.

Mas e a trilha?

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Estrada

Encontrei uma entrada, porém não foi possível avançar muito dentro desta trilha. Isto em função do pouco tempo disponível para pedalar.

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Tiro na placa

Valeu o passeio pela Estrada da Taquara, Estrada das Quirinas e Estrada São Caetano, onde pude finalmente encontrar a “felicidade” e o Salão Sorriso. Sem dúvida é uma trilha alegre.

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Felicidade

Vai lá encontrar a felicidade. Mas se o que te faz feliz é outra coisa que não pedalar… Bom  vai lá buscar, fazer aquilo que te faz feliz!

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Trilha / Morro

RESUMO

51,6 Km pedalados

3h06 Pedal + Paradas

1497 calorias queimadas

Dificuldade: Moderada

Clique no mapa para o track GPS

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Um dia de folga do mundo – caminhada

***link para o vídeo no final deste post ***

Um dia glorioso, partida se deu cedo pela manhã. Após a auto-decretação do dia como um feriado particular. O destino, a cidade de Nova Petrópolis, na subida da serra do estado do Rio Grande do Sul.

Cheguei sem problemas, após percurso de carro, de pouco menos de 100km.

Me preparei para a trilha dentro do carro. Foi inusitado.

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Rio Santa Izabel, um convite para uma aventura.

Iniciei a caminhada em frente a rua coberta, onde ficou estacionado o veículo. O trajeto até a trilha é curto, menos de 1km. É curioso, caminhando em uma via urbana, uma pequena entrada, que em nada indica o início de uma trilha fantástica.

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Iniciando a caminhada em Nova Petrópolis (RS)

O primeiro trecho de “mato” não oferece muita dificuldade, embora existam trechos de vegetação fechada, que o “facão-zinho” que me acompanhou, ajudou abrindo caminho.

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Mata “fechada”. Diversos trecho de difícil acesso.

Vencido esta etapa de trilha, um trecho de estrada de chão, até a represa do Rio Santa Izabel. Vale a caminhada até a represa.

Aqui o perigo realmente aumenta. Vale lembrar que eu tracei uma rota a ser seguida durante todo este percurso. Não tente fazer esta trilha sem noções de orientação, mapas da região ou GPS. Observe, existem trechos nesta trilha extremamente perigosos, com evidente risco de morte.

Na beira desta estrada avancei em floresta fechada. Não existe trilha a ser seguida. Utilizei o GPS para orientação. Embora o GPS apresentasse distorções no posicionamento, em decorrência da densidade da vegetação, que causava a perda de sinal.

Tive de abrir caminho à faca. Em busca do rio. O terreno é muito íngreme, solo molhado / “solto”. Pedras rolam ladeira abaixo, quando se tenta pisar nelas, inclusive algumas rolam após passar por elas, as pedras vêm em direção das pernas. E não são pedras pequenas. Em certos trechos, é preciso rastejar, buscando ancoragem em raízes. Muitas vezes, estas raízes se soltam do solo, quando estas recebem o peso do corpo, quando se tenta as utilizar como apoio.

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Marcas dos espinhos na panturrilha.

Cheguei no rio, porém havia uma cachoeira de uns 10 metros para descer. Como eu não estava com o equipamento de rapel, tive de voltar para o mato para contornar a cachoeira caminhando. Foi uma escalada cansativa.

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Paredões são a moldura do rio

 

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Após contornar a cachoeira grande, iniciei o canyonig. Uma caminhada de poucos quilômetros, sobre o leito do rio Santa Izabel. O lugar é fantástico. Paredões de vegetação e pedras. Absolutamente lindo e tranquilo. O barulho da água corrente, pássaros. Inexplicável.

Deixando a beleza de lado, caminhar era preciso. Todo cuidado é pouco ao caminhar em um rio cujo leito é de pedras obviamente molhadas. Recomendo a utilização de capacete para percorrer este trecho. Outro item que recomento utilizar é um bastão / cajado, para ter mais um apoio e fazer a batimetria do fundo, para conhecer a profundidade do próximo passo.

Na emoção do momento, esqueci de proteger o GPS, que estava preso na alça da mochila. Na descida de uma pequena corredeira, achei um buraco de pouco mais de 1 metro de profundidade. Cai nele. O GPS submergiu rapidamente. A estanqueidade não resistiu. Ele veio a falecer imediatamente.

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Desmontei o GPS após a trilha.

O rio tem uma profundidade pequena, na média é 30 centímetros, com variações. Acredito que em épocas de chuvas, ou quando abrem a represa, a profundidade fica bem maior. Este é outro perigo, como saber quando o nível do rio vai subir?

Segui caminhado no leito do rio sem a orientação do GPS. Prossegui com a informação que havia na minha memória.

Seguindo um momento contemplativo, encontrei uma cachoeira em um afluente do rio. Outro belo presente que recebi.

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Tudo transcorreu sem maiores problemas. Encontrei a saída. Em seguida encontrei algumas poucas pessoas que me indicaram o caminho para retornar para Nova Petrópolis. Uma caminhada subindo a serra. Cansativa.

Enfim foi muito positivo.

Último aviso. Ao percorrer qualquer trilha, você o faz por conta e risco! Atenção com suas escolhas. Atenção!

 

 

RESUMO

26,73 Km Caminhando

6h59 Caminhando

1495 Calorias queimadas

Dificuldade: Muito Difícil

Elevado risco de Morte

Abaixo o link para o vídeo, versão reduzida com 15min de duração

 

Observem também o tipo de calçado que você vai utilizar. Eu usei um tênis de corrida comum. Que obviamente não aguentou a “pressão”. Vou procurar algum calçadista que possa oferecer melhores calçados, mais apropriados para terrenos inóspitos.

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Juliano Bonotto

Um dia de folga do mundo

Este é a primeira publicação em vídeo do TriTrilhas. Foi um dia fantástico. Onde percorri uma trilha fantástica em Nova Petrópolis – RS. Este dia foi o meu dia de folga do mundo.

O vídeo tem aproximadamente 30 minutos e traduz / resume um grande dia. Uma trilha fantástica.

Logo em seguida vou finalizar o post com detalhes extras.

Clique aqui – Link para o filme

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Armadilhas Backdoor – 29er Bike

Frio. GPS capturou primeiro ponto as 5h58. Frio. Muito frio. Menos de 2°C. O dia não conseguiu vencer a noite, a escuridão é total. A pedalada avança vigorosa. A primeira parada foi após 33km percorridos em 1h30. O frio me castiga demais, a parada foi em decorrência da minha falta de mobilidade da mão. Fui trocar a marcha e a mão não respondeu, estava “travada”, sem força.

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Bem vindo sr. Sol

Tomei um bom gole de achocolatado, alonguei as mãos. Elas voltaram a funcionar. A chegada tímida do Sol também proporciona uma pequena melhora na sensação de frio.  Acredito que poderia ter feito uso de mais agasalhos. Os dedos dos pés, todos estavam absolutamente amortecidos, sem sensibilidade. O frio tornou bastante difícil o trajeto.

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Primeira parada. Muito frio. Sofrimento.

Prosseguimos até ponto backdoor2. Algumas subidas em estradas de terra e uma longa descida. Nas descidas de lombas o descanso das pernas era mascarado pelo frio que se sentia em função do vento decorrente do aumento da velocidade. Era uma sensação cortante.

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Estrada até Backdoor2

O ponto backdoor2 era uma estrada, não parecia uma propriedade. Se havia uma porteira ali, ela estava aberta. Aqui inicia o modo trilha. Tuneis verdes, aclives e declives, terreno pedregoso e estreito. Porém não é preciso desmontar da bike. É possível vencer pedalando a trilha, que tem o terreno bem acidentado.

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Trilha
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Vegetação

Finalmente encontro o que estava procurando. O que na foto de satélite, parecia ser uma pista feita por mão humanas. Realmente era uma pista. Muitas rampas, saltos, obstáculos. Muito bacana o local.

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Esta imagem plantou a semente para esta trilha

Algumas pausas para fotos. O frio segue castigando o corpo. Novamente, é muito especial o local. Recomendo fortemente uma visita ao local. Descobrimos no final da trilha que o local era na verdade a Granja Armadilhas. É um local destinado a pratica de mountain bike.

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Rodrigo Anele, companheiro de algumas trilhas
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Vista

Este é um local aberto para visitação do publico em geral. Existe a cobrança de um ingresso para acessar o local. É possível acampar lá. E obviamente aproveitar as muitas trilhas oferecidas no local. Todas regadas com bastante adrenalina e uma bela vista. Vai lá visitar. Claro que não precisa saltar todas as rampas. As mais altas, achei prudente não saltar, uma vez que a minha bike não tem full suspension.

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Rampa de 3m de altura

Contato da Granja Armadilhas

Estrada Ricardo V. Barcelos 2000.

Fone (51) 3494-1789  e  (51) 9807-7779

RESUMO

80,5 Km pedalados

4h01 Pedalados

45 minutos parados

2379 calorias queimadas

Dificuldade: Media – Difícil

Procure fazer em outra época que não o inverno, o frio torna tudo mais difícil

Clique no mapa para o track GPS

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O dia em que descobri o Canal da Macumba, eu tinha como objetivo visitar este local.

Canal da Macumba – Bike

Acredito que achei uma nova trilha distante 40km da Zona Sul de Porto Alegre. Marquei o ponto e parti em busca de reconhecimento do local. Comecei a pedalar nesta manhã gelada e ao fazer uma troca de marcha, o cambio traseiro perdeu funcionalidade. Put* mer**. Fiquei com a marcha “presa” na catraca menor, a “mais pesada”.

Segui pedalando em marcha lenta, em direção ao meu destino, calculando como seria pedalar tamanha distancia sem possibilidade de troca de marcha… Decidi encurtar a pedalada. Faria apenas 20km. Segunda vez consecutiva que não consigo alcançar objetivo traçado…

Foi então que eu parei para revisar a correia sobre a ponte que faz divisa com o bairro Ponta Grossa. Olhei para o canal que cruzava embaixo da ponte. Olhei uma pequena trilha, que seguia paralela a este curso d’agua. Intempestivamente resolvi percorrer a mesma.

LINK PARA O TRACK DO GPS, CLIQUE AQUI.

Passei a percorrer a trilha. E logo no primeiro quilometro, um susto. Um crânio humano jazia no solo, sobre a grama. Arregalei os olhos. Parei e me aproximei. Averiguei. Felizmente se tratava de uma réplica em cerâmica. Ao observar o local, vi sinais de um “despacho”, “macumba”. E batizei o local, Canal da Macumba.

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Crânio

Segui pedalando, melhor, empurrando a bicicleta. Impossível pedalar pela trilha fechada e com a marcha pesada engatada. O receio de encontrar os “macumbeiros” e a dificuldade de percorrer a trilha, confesso, tornaram esta visita ao local não muito prazerosa. Muitos mosquitos, barro, vegetação molhada, canela batendo no pedal e em tocos de arvores, ufa…

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Teia de aranha
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Canal da Macumba, devidamente batizado.
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Trilha fechada

Valeu o fato de testar o novo “calçado” que adquiri para pedalar. Uma chuteira de salão. Com as travas do solado que “agarram” o pedal e auxiliam no equilíbrio quando caminho por solos escorregadios. Fica a dica.

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Não é um local que eu indico para visitar, embora olhando agora em fotos de satélite, existe um potencial no local para uma possível próxima incursão.

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Cambio “solto”
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Tartaruga nadando

Enfim, após a revisão da bike, vou partir em busca da trilha que hoje eu não percorri. Mas fica para um próximo post esta história.