Baleias da Ponta Grossa – Caiaque

Dia atípico de verão gaúcho, chovendo, nublado e com vento… e pouco depois das 6h da manhã deste dia eu já estava remando o caiaque em direção as Baleias da Ponta Grosso.

Baleias01

As Baleias da Ponta Grossa, são aglomerado de rochas a flor d’água. Pelo tamanho, quantidades de pedras, formato e por estarem na linha d’água, elas se parecem com o dorso de baleias na superfície da água. São um perigo para a navegação.

Baleias02

Mas elas não são problema para o pequeno calado do meu caiaque.

Remei na direção delas, contra o vento, ondas e chuva… Venci o trajeto até elas. Em função da turbulência das ondas, fiquei receoso de desembarcar nas pedras… Mas tomei coragem e o fiz. É sempre bom atingir um objetivo estabelecido.

Baleias06

Aproveitei o momento e retirei a água que entra no cockpit do caiaque.

Baleias04

Baleias05

Após a visita as Baleias, rumo Ponta Grossa, uma pequena praia de areia, que estava voltada para o vento e as ondas. Desnecessário dizer que capotei duas vezes em função do vento contra e ondas ao tentar reembarcar no caiaque… 😦

Baleias07
Capotando…

O retorno foi tranquilo, com o vento e ondas à favor da direção que eu seguia…

Recomendo o passeio, para quem tem prática com caiaques e sabe nadar, caso contrario, aprecie as fotos…

RESUMO

9,22 Km

2h05 tempo total

1.077 calorias queimadas

Dificuldade: Média

Clique no mapa para o track GPS

BaleiasMapa

 

Ilha do Presídio – Rema(dinha)

Depois de um longo período de recuperação, de uma fratura…

IPNew01

Ilha das Pedras Brancas ou do Presídio. É sempre uma remada prazerosa, que não exige muito esforço. Diversas vezes já fui lá. Diversas vezes fui convidado para ir lá, porém aqueles que me convidam acabam tendo algum contratempo, que os impede de ir. Dessa forma acabo indo sozinho…

IPNew02

 

Lá fui eu novamente…

IPNew03

 

 

Segue um outro vídeo desta breve remada, realizada em outra ocasião/data.

Ao lado o link [ Ilha + Rapel ] para o Post desta remada.

RESUMO

8,3 Km

2h03 tempo total

Dificuldade: Fácil

Lagoas Interpraias (SUL) – Remo

A ideia era grande e desafiadora. Percorrer as 06 (seis) lagoas e seus canais de ligação, entre Cidreira e a Barra de Tramandaí/Imbé. Escolhi para realizar o desafio um dia com vento do quadrante Sul. Felizmente havia essa previsão de vento durante a janela que eu tinha para realizar a travessia.

São 6h da manhã. Solicitei apoio para o transporte do caiaque ao ponto de partida, coube ao meu solicito e prestativo advogado Cristiano Müller esta tarefa. Chegando em Cidreira apontei a ponte que escolhi para o início da jornada, ele incrédulo, – Mas é aqui mesmo?

Caiaque foi rapidamente para água, assim como os demais equipamentos, principalmente o GPS, dentro de um saco estanque preso ao caiaque. Equipamento fundamental para o sucesso da minha expedição.

Lagoasinterpraias.Still001

Iniciei a travessia da primeira lagoa, a Lagoa da Fortaleza ou Azul. O vento Sul neste instante era de pouca intensidade, se fez presente, auxiliando na direção em que eu remava. Minha energia estava a pleno, sendo realizada rapidamente. O primeiro canal foi encontrado sem maiores dificuldades, mesmo estando ele “escondido” pelos juncos.

Lagoasinterpraias.Still004

Lagoasinterpraias.Still005
Juncos escondem entrada do canal

Pouco depois de iniciar a remada no canal, lá estava a barragem Lagoa Azul. Como não havia muita referência a ela na Internet, foi uma surpresa. Meu receio é que ela provocasse um “correnteza”, que poderia me “jogar” em suas corredeiras,  fui muito cauteloso na aproximação desta. Felizmente nenhum susto maior. Consegui contornar ela caminhando sem  dificuldade.

Lagoasinterpraias.Still007
Canal
Lagoasinterpraias.Still011
Barragem Lagoa Azul

Após a barragem o canal é muito raso. Raspei o fundo do caiaque diversas vezes no fundo raso.

Adentrei a segunda lagoa, Lagoa do Manuel Nunes. 3km de remada. O vento se intensifica. Há um discrepância no mapa que me guia. Este mostra um desenho diferente do lago/entrada do canal. Felizmente contornei o problema rapidamente e entro no segundo canal. Ao final deste canal, existe uma pequena ilha de areia que leva para a terceira lagoa.

Lagoasinterpraias.Still026
Canal raso
Lagoasinterpraias.Still031
Ilha de areia

A terceira é a Lagoa do Gentil.  São mais 3km. O vento levanta marolas de popa. Eventualmente consigo surfar estas. Outra me ultrapassam, e literalmente passam por cima do caiaque, enchendo o cockpit de água. Este é um dos riscos de navegar com o vento de popa, ondas que “lavam” a embarcação miúda.

Mesmo com condições climáticas adversas, faço uma navegação impecável, chegando precisamente no próximo canal. Aqui uma pausa para repor calorias, após 4 horas remando.

Lagoasinterpraias.Still024
Revoada

Saindo deste canal a lagoa de número 4, a Lagoa das Custódias. Misericórdia, essa foi dura, o vento e ondas entravam pela alheta de boreste.  Desestabilizando o caiaque. Foi pouco mais de 4km remando em condições que já não mais eram das mais favoráveis. Para piorar acabou a bateria do GPS. Era impossível trocar estas neste trajeto. Tive de achar o canal “no tato”. Felizmente antes do GPS apagar, eu havia marcado um ponto notável em terra que simbolizava a entrada do canal. Foi nessa direção que remei e encontrei o “fu**ing” canal. Nele tratei de trocar as pilhas do GPS.

Este canal marcou a “volta para a civilização”. No entorno dele diversas casas e pessoas. Mas após ele, eu desconhecia o tamanho do problema que viria a enfrentar.

Lagoa do Armazém e Lagoa Tramandaí. Esse trajeto de pouco mais de 3 km foram absolutamente infernais.  Vento forte e ondas de través, por mais que eu tentasse manter a linha reta amarela pretendida, era impossível. O Vento me empurrava para a ilha de juncos. O cockpit ficou novamente alagado. Eu estava remando por mais de 6h30min, 25km. Minha força já era apenas uma fração. Foi uma luta contra a natureza, melhor dizendo, uma negociação. Lutar contra a natureza é derrota na certa, é preciso negociar, fazer concessões para atingir o objetivo pretendido modificando um pouco o trajeto planejado.

Lagoasinterpraias_inferno
Vento sul pelo través, impossível manter uma reta

Enfim venci este trecho. E logo encontrei a barra de Tramandaí. Aguas mais calmas. Tomou 40 minutos para percorrer estes 2,5km. Minha força já me abandonava por completo. Encalhei o caiaque no ponto pretendido para o meu resgate. Não sai do mesmo. Estava com frio, ficar dentro dele me abrigava do vento em meu corpo molhado. Liguei para o meu resgate e fiquei 30 minutos parado. O pessoal que aproveitava a orla, me olhava de um jeito estranho, mal sabiam eles tudo que eu havia passado…

RESUMO

30,53 Km

7h11min tempo total

1734 calorias queimadas – estimativa baixa

Dificuldade: Extrema / Insano

Clique no mapa para o track GPS

Mapa_FULL_Interpraias

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este tipo de expedição para empreender sozinho, é preciso ter muita Fé em si mesmo. Acreditar e conhecer a ti mesmo. Se quebrar o teu “espírito” no meio do trajeto, acho difícil conseguir/chamar qualquer apoio.É preciso acreditar na tua força e seguir remando, negociando tua passagem, mesmo quando os elementos estão contra ti.

Nem tente fazer tal trajeto se não tem conhecimento de navegação por GPS. Tão pouco se não tem intimidade com caiaque, águas, saber nadar …

Não há qualquer marcação/sinalização da entrada destes canais.

2000km @ 2017

 

2.000 km percorridos em 2017. Desde 1° de janeiro até 06 de setembro de 2017, 2.000km percorridos em ambiente externo. Seja correndo, caminhando, pedalando, remando, subindo ou descendo… Extenuante? Não, foram emocionantes. Ok, eu confesso que houveram dias em que a preguiça pedia algumas horas de sono extra…

Felizmente venci a preguiça. Uma vez que eu não faço uso de academia, tenho apenas um compromisso firmado “comigo mesmo”, de ter que fazer exercício em 50% dos dias de cada mês, percorrendo um mínimo de 200km e 24 horas, quando somados todos os tempos e distâncias dentro de cada mês.

Pequenas lesões, me impediram de chegar neste marco antes. Além de atrapalhar meus objetivos nos meses de junho e julho.

Mas, é mais fácil do que você pensa. Basta querer!

2000km2017
Resumo

 

Poa / Guaíba – Remo

O inverno não é a estação do ano mais convidativa para prática de esportes ao ar livre. Menos ainda quando envolvem água. A previsão era de um dia nublado e com possibilidade de chuva e um vento “moderado”. Levando em consideração essas variáveis, e o fato de que eu desejava “descansar” as pernas de uma semana de treino de corrida e pedal, parti com o caiaque em direção ao Rio Guaíba.

Guaibah.Still011
Amanhecendo na beira do rio

Logo aos primeiros raios de Sol, o caiaque já se encontrava flutuando na água. Findados todas as checagens de segurança, parti. O plano é simples, proa apontando na ilha das Pedras Brancas (Presídio), após deixar esta por bombordo e seguir até a praia do Caisinho na cidade de Guaíba.

Guaibah.Still014
dia nublado

E assim foi feito. Uma remada tranquila. Embora o dia nublado, com nuvens cobrindo todo o céu. Somente próximo a ilha é que foi possível “sentir” a presença do vento e algumas marolas, nada assustadoras.

Guaibah.Still016
Passando ao largo da ilha das Pedras Brancas
Guaibah.Still017
poucas marolas e vento

Em pouco mais de 1h venci os 6km de rio que separam estas cidades. Em Guaíba, a cidade preguiçosamente acordava. Um breve descanso, e voltei para água. Me aguardavam mais 6km para o retorno.

Guaibah.Still018
Chegando em Guaíba
Guaibah.Still019
Cidade praticamente deserta, cedo pela manhã

Pouco depois de deixar a margem de Guaíba, encontrei 4 jovens remadores, em uma única embarcação. Questionados, revelaram que estava se preparando para Campeonato de Canoagem, representando Guahyba Associação de Canoagem. Boa sorte a estes atletas.

Guaibah.Still022
Boa sorte aos jovens atletas

Voltando a minha navegação, marquei no GPS o exato ponto onde eu desejava aportar. E nesta linha reta eu segui. Uma chuva fina no meio da travessia brindou minha passagem. Parei por alguns instantes de remar, para escutar o barulho da chuva, caindo sobre o leito do rio. Que momento!

Estar remando, especialmente sobre o rio Guaíba, é onde me sinto mais tranquilo, isso em uma condição sem vento. Quando o vento “pega” sobre o rio… ai a história é diferente. É preciso sempre checar a previsão antes de partir. O vento sobre este rio, dependendo da velocidade, pode tornar a navegação em pequenas embarcações extremamente perigosa. Lembre desta informação e de sempre usar um colete salva-vidas.

O rio Guaíba é lindo. Que pena que é tão maltratado. Que pena que as cidades que te margeiam não lhe dão o devido valor e cuidado.

RESUMO

13,3 Km

2h28 remando

761 calorias queimadas

Dificuldade: moderada

guaibah_map

Reserva do Lami – Remo

Nasceu a ideia, e em menos de uma semana coloquei em prática. Navegar com o caiaque no entorno da Reserva Biológica do Lami, no extremo sul da cidade de Porto Alegre (RS).

Embora a remada propriamente dita não fosse em nada desafiadora, não foram poucos os desafios enfrentados nesta jornada. O primeiro desafio, foi colocar o caiaque dentro do carro. Felizmente eu já aprendi a melhor disposição de bancos para acomodar a embarcação. Realizei a tarefa rapidamente e parti rumo a “praia do Lami”. Isto as 5h da manhã, escuridão total e absoluta nas vias que cruzei.

lami01
Escuridão ao lançar o caiaque no rio

Chegando lá eu não havia marcado/escolhido um ponto para acessar o rio Guaíba. Contei com a sorte. Felizmente encontrei uma abertura na vegetação com acesso ao rio. Mesmo com a pouca iluminação do local. Porém este acesso era de solo lodoso, barro mesmo. Ao pisar, afundava até a canela no barro. Era preciso caminhar uma boa distância no barro até encontrar profundidade suficiente para embarcar no caiaque sem literalmente atolar. Somado a isso uma nuvem de mosquitos me atacou sem a menor piedade. Que começo.

Uma vez dentro da água, era possível escutar a música de uma festa / “pancadão” que ocorria no Lami. Durante o lançamento do caiaque na água, evitei cruzar com diversos grupos de pessoas que deixavam o evento. A música deste evento me acompanhou por um bom tempo na remada. Era possível escutar a distância ela.

O dia raiou de forma espetacular. O crepúsculo matutino é sempre um show à parte. Observar tal evento, navegando é… “não tem preço”.

lami06
Crepúsculo matutino

Facilmente encontrei a o acesso que margeia a reserva. Observar que não é permitido desembarcar na reserva. Regra essa que foi respeitada por mim. Minha esperança era visualizar algumas espécies que tem este local como seu habitat. Capivaras, lontras, bugios, entre outros.

lami08

Dentre o que consegui avistar, creio ter visto uma capivara na margem norte, ou foi um golpe de vista. Infelizmente não consegui registrar com a câmera esta suposta aparição. Escutei diversos bichos mergulhando, emitiam um ruído e então se escutava o barulho de um corpo entrando na água. Avistei o que acredito ter sido o mergulho de uma lontra, ao longe.

lami10

lami10a

lami10b
É possível ver a água agitada onde a lontra saltou

Fora os avistamentos, muitos pássaros entoavam seu canto com a minha passagem. Algumas aranhas inevitavelmente caíram sobre mim. Gentilmente as devolvi para os seus locais de origem. Isto em virtude do túnel verde que se forma sobre este braço d’água. Caso sofra de aracnofobia, fique longe.

Foi uma remada muito tranquila. O local é de uma beleza ímpar. Em determinados momentos formou um belo espelho d’água.

lami13b
Espelho d’água

lami12

O retorno não ofereceu grande desgaste. Praticamente o vento era nulo, sem ondas os locais por onde naveguei. O desafio era enfrentar novamente o barro para sair do rio. Felizmente a praia do Lami conta com chuveiros públicos. Fiz bom uso de um deles.

lami16
Barro agora é visível

lami17

lami18
Felizmente o local conta com chuveiro público, que funciona!!

RESUMO

8,3 Km remados

2h12 minutos remando

484 calorias queimadas

Dificuldade: Fácil a remada, exige noção de navegação.

Clique no mapa para Track GPS

mapa1

Ilha do Presídio – Remada / Escalada / Rapel

Já remei diversas outras oportunidades para a Ilha das Pedras Brancas / Ilha do Presídio. Em função destas “experiências”, recebi alguns convites para visitar a ilha acompanhado. Aceitei todos. Porém em função de fatores diversos na hora da partida fiquei só.

Uma vez que eu tinha somente registros fotográficos da ilha, parti sozinho para realizar um pequeno documentário em vídeo, para aqueles que tem curiosidade de conhecer a ilha. VÍDEO ABAIXO.

ilhap01
A ilha das Pedras Brancas

A meteorologia previa chuva e vento, no dia escolhido para a visita. Eu particularmente tenho minhas ressalvas com relação a esta “ciência”. E desta vez erraram na previsão. O dia não poderia ter sido melhor. Clima agradável, sol na medida certa e nada de chuva.

ilhap09
Previsão de chuva… Hein?

A remada de 4km até a ilha foi tranquila, mesmo com o Rio Guaíba estando 2 metros acima do seu nível normal em função das chuvas de dias anteriores. Nada de sustos, um pouco de turbulência na saída. Posteriormente as águas se acalmaram.

Como de costume circunaveguei a ilha para verificar se havia alguém desembarcado nela. Este 360° na ilha leva 5 minutos. Satisfeito com a minha análise, de que a ilha estava inteiramente a minha disposição, desembarquei.

ilhap02
A guarita

Após “esconder” o caiaque no mato, para evitar que ele seja encontrado por alguém que venha atracar na ilha, parti para exploração da antiga estrutura do presídio.

ilhap03

É uma construção sólida, com grossas paredes. Porém o tempo e a depredação do local são evidentes. É um local silencioso. Eu fico imaginando como foi ser um preso político quando do funcionamento da prisão…

ilhap04

Findada a parte histórica… trilha… existem duas guaritas nesta ilha, nos pontos mais altos. Inacessíveis… Ou não… Fui até uma delas. Desta vez estava preparado. Trouxe equipamento para auxiliar na ascensão.

ilhap05
Pequena Escalada

Para quem tem disposição, a vista compensa o esforço.

ilhap07

ilhap08

Escalei e desci de rapel. Recolhi o equipamento e retornei ao caiaque. Retornei remando, até que próximo ao meu ponto final, encontrei o grupo de caiaques PescaiaqueRS Metropolitan. Este pessoal esta organizando a remada internacional de Porto Alegre…

ilhap10
PescaiaqueRS Metropolitan

Ah, o Rio Guaíba e suas infinitas possibilidades, para quem nunca conheceu, não sabe o que esta perdendo…

RESUMO

10,67 Km remados + trilhados + escalados

2h49 tempo total

615 calorias queimadas

Dificuldade: Média, considerando pessoa com habilidade caiaque + rapel

Track GPS no link abaixo

ilhapmapa