2000km @ 2017

 

2.000 km percorridos em 2017. Desde 1° de janeiro até 06 de setembro de 2017, 2.000km percorridos em ambiente externo. Seja correndo, caminhando, pedalando, remando, subindo ou descendo… Extenuante? Não, foram emocionantes. Ok, eu confesso que houveram dias em que a preguiça pedia algumas horas de sono extra…

Felizmente venci a preguiça. Uma vez que eu não faço uso de academia, tenho apenas um compromisso firmado “comigo mesmo”, de ter que fazer exercício em 50% dos dias de cada mês, percorrendo um mínimo de 200km e 24 horas, quando somados todos os tempos e distâncias dentro de cada mês.

Pequenas lesões, me impediram de chegar neste marco antes. Além de atrapalhar meus objetivos nos meses de junho e julho.

Mas, é mais fácil do que você pensa. Basta querer!

2000km2017
Resumo

 

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Poa / Guaíba – Remo

O inverno não é a estação do ano mais convidativa para prática de esportes ao ar livre. Menos ainda quando envolvem água. A previsão era de um dia nublado e com possibilidade de chuva e um vento “moderado”. Levando em consideração essas variáveis, e o fato de que eu desejava “descansar” as pernas de uma semana de treino de corrida e pedal, parti com o caiaque em direção ao Rio Guaíba.

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Amanhecendo na beira do rio

Logo aos primeiros raios de Sol, o caiaque já se encontrava flutuando na água. Findados todas as checagens de segurança, parti. O plano é simples, proa apontando na ilha das Pedras Brancas (Presídio), após deixar esta por bombordo e seguir até a praia do Caisinho na cidade de Guaíba.

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dia nublado

E assim foi feito. Uma remada tranquila. Embora o dia nublado, com nuvens cobrindo todo o céu. Somente próximo a ilha é que foi possível “sentir” a presença do vento e algumas marolas, nada assustadoras.

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Passando ao largo da ilha das Pedras Brancas
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poucas marolas e vento

Em pouco mais de 1h venci os 6km de rio que separam estas cidades. Em Guaíba, a cidade preguiçosamente acordava. Um breve descanso, e voltei para água. Me aguardavam mais 6km para o retorno.

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Chegando em Guaíba
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Cidade praticamente deserta, cedo pela manhã

Pouco depois de deixar a margem de Guaíba, encontrei 4 jovens remadores, em uma única embarcação. Questionados, revelaram que estava se preparando para Campeonato de Canoagem, representando Guahyba Associação de Canoagem. Boa sorte a estes atletas.

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Boa sorte aos jovens atletas

Voltando a minha navegação, marquei no GPS o exato ponto onde eu desejava aportar. E nesta linha reta eu segui. Uma chuva fina no meio da travessia brindou minha passagem. Parei por alguns instantes de remar, para escutar o barulho da chuva, caindo sobre o leito do rio. Que momento!

Estar remando, especialmente sobre o rio Guaíba, é onde me sinto mais tranquilo, isso em uma condição sem vento. Quando o vento “pega” sobre o rio… ai a história é diferente. É preciso sempre checar a previsão antes de partir. O vento sobre este rio, dependendo da velocidade, pode tornar a navegação em pequenas embarcações extremamente perigosa. Lembre desta informação e de sempre usar um colete salva-vidas.

O rio Guaíba é lindo. Que pena que é tão maltratado. Que pena que as cidades que te margeiam não lhe dão o devido valor e cuidado.

RESUMO

13,3 Km

2h28 remando

761 calorias queimadas

Dificuldade: moderada

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Reserva do Lami – Remo

Nasceu a ideia, e em menos de uma semana coloquei em prática. Navegar com o caiaque no entorno da Reserva Biológica do Lami, no extremo sul da cidade de Porto Alegre (RS).

Embora a remada propriamente dita não fosse em nada desafiadora, não foram poucos os desafios enfrentados nesta jornada. O primeiro desafio, foi colocar o caiaque dentro do carro. Felizmente eu já aprendi a melhor disposição de bancos para acomodar a embarcação. Realizei a tarefa rapidamente e parti rumo a “praia do Lami”. Isto as 5h da manhã, escuridão total e absoluta nas vias que cruzei.

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Escuridão ao lançar o caiaque no rio

Chegando lá eu não havia marcado/escolhido um ponto para acessar o rio Guaíba. Contei com a sorte. Felizmente encontrei uma abertura na vegetação com acesso ao rio. Mesmo com a pouca iluminação do local. Porém este acesso era de solo lodoso, barro mesmo. Ao pisar, afundava até a canela no barro. Era preciso caminhar uma boa distância no barro até encontrar profundidade suficiente para embarcar no caiaque sem literalmente atolar. Somado a isso uma nuvem de mosquitos me atacou sem a menor piedade. Que começo.

Uma vez dentro da água, era possível escutar a música de uma festa / “pancadão” que ocorria no Lami. Durante o lançamento do caiaque na água, evitei cruzar com diversos grupos de pessoas que deixavam o evento. A música deste evento me acompanhou por um bom tempo na remada. Era possível escutar a distância ela.

O dia raiou de forma espetacular. O crepúsculo matutino é sempre um show à parte. Observar tal evento, navegando é… “não tem preço”.

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Crepúsculo matutino

Facilmente encontrei a o acesso que margeia a reserva. Observar que não é permitido desembarcar na reserva. Regra essa que foi respeitada por mim. Minha esperança era visualizar algumas espécies que tem este local como seu habitat. Capivaras, lontras, bugios, entre outros.

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Dentre o que consegui avistar, creio ter visto uma capivara na margem norte, ou foi um golpe de vista. Infelizmente não consegui registrar com a câmera esta suposta aparição. Escutei diversos bichos mergulhando, emitiam um ruído e então se escutava o barulho de um corpo entrando na água. Avistei o que acredito ter sido o mergulho de uma lontra, ao longe.

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É possível ver a água agitada onde a lontra saltou

Fora os avistamentos, muitos pássaros entoavam seu canto com a minha passagem. Algumas aranhas inevitavelmente caíram sobre mim. Gentilmente as devolvi para os seus locais de origem. Isto em virtude do túnel verde que se forma sobre este braço d’água. Caso sofra de aracnofobia, fique longe.

Foi uma remada muito tranquila. O local é de uma beleza ímpar. Em determinados momentos formou um belo espelho d’água.

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Espelho d’água

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O retorno não ofereceu grande desgaste. Praticamente o vento era nulo, sem ondas os locais por onde naveguei. O desafio era enfrentar novamente o barro para sair do rio. Felizmente a praia do Lami conta com chuveiros públicos. Fiz bom uso de um deles.

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Barro agora é visível

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Felizmente o local conta com chuveiro público, que funciona!!

RESUMO

8,3 Km remados

2h12 minutos remando

484 calorias queimadas

Dificuldade: Fácil a remada, exige noção de navegação.

Clique no mapa para Track GPS

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Ilha do Presídio – Remada / Escalada / Rapel

Já remei diversas outras oportunidades para a Ilha das Pedras Brancas / Ilha do Presídio. Em função destas “experiências”, recebi alguns convites para visitar a ilha acompanhado. Aceitei todos. Porém em função de fatores diversos na hora da partida fiquei só.

Uma vez que eu tinha somente registros fotográficos da ilha, parti sozinho para realizar um pequeno documentário em vídeo, para aqueles que tem curiosidade de conhecer a ilha. VÍDEO ABAIXO.

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A ilha das Pedras Brancas

A meteorologia previa chuva e vento, no dia escolhido para a visita. Eu particularmente tenho minhas ressalvas com relação a esta “ciência”. E desta vez erraram na previsão. O dia não poderia ter sido melhor. Clima agradável, sol na medida certa e nada de chuva.

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Previsão de chuva… Hein?

A remada de 4km até a ilha foi tranquila, mesmo com o Rio Guaíba estando 2 metros acima do seu nível normal em função das chuvas de dias anteriores. Nada de sustos, um pouco de turbulência na saída. Posteriormente as águas se acalmaram.

Como de costume circunaveguei a ilha para verificar se havia alguém desembarcado nela. Este 360° na ilha leva 5 minutos. Satisfeito com a minha análise, de que a ilha estava inteiramente a minha disposição, desembarquei.

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A guarita

Após “esconder” o caiaque no mato, para evitar que ele seja encontrado por alguém que venha atracar na ilha, parti para exploração da antiga estrutura do presídio.

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É uma construção sólida, com grossas paredes. Porém o tempo e a depredação do local são evidentes. É um local silencioso. Eu fico imaginando como foi ser um preso político quando do funcionamento da prisão…

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Findada a parte histórica… trilha… existem duas guaritas nesta ilha, nos pontos mais altos. Inacessíveis… Ou não… Fui até uma delas. Desta vez estava preparado. Trouxe equipamento para auxiliar na ascensão.

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Pequena Escalada

Para quem tem disposição, a vista compensa o esforço.

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Escalei e desci de rapel. Recolhi o equipamento e retornei ao caiaque. Retornei remando, até que próximo ao meu ponto final, encontrei o grupo de caiaques PescaiaqueRS Metropolitan. Este pessoal esta organizando a remada internacional de Porto Alegre…

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PescaiaqueRS Metropolitan

Ah, o Rio Guaíba e suas infinitas possibilidades, para quem nunca conheceu, não sabe o que esta perdendo…

RESUMO

10,67 Km remados + trilhados + escalados

2h49 tempo total

615 calorias queimadas

Dificuldade: Média, considerando pessoa com habilidade caiaque + rapel

Track GPS no link abaixo

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Canal do Guaíba – Remada

Com a proximidade do final do inverno, cada vez mais fico tentado a “ir para água”. Um pequeno canal/braço de rio, chamou minha atenção na margem oposta de Porto Alegre, no Rio Guaíba, ao lado da planta industrial da Aracruz.

Não resisti e as 6h da manhã me dirigi até a margem do Rio Guaíba, carregando o caiaque. “Soltei as amarras” pouco antes das 7h da manhã. A minha frente uma remada estimada entre 8 e 9 quilômetros.

Cabe uma pequena ressalva. Nesta manhã um grande nevoeiro/cerração pairava sobre a cidade e sobre o rio. Não era possível enxergar mais do que 10 metros à frente. A navegação / orientação seria toda por instrumentos. A bussola indicava o rumo 251° como meu azimute. E desta forma parti. Após poucas remadas fiquei absolutamente sem nenhum ponto visível em terra para orientação, para qualquer lado que eu olhasse, via somente água e névoa. É preciso saber o que se esta fazendo quando as condições não são as ideais. Fazer esta travessia sob tempo fechado, sem conhecimento de navegação por instrumentos, é um grande risco. Rapidamente você pode ficar desorientado, entrar em pânico… A água não tolera erros, não tolera pânico.

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No meio do rio, nublado, visibilidade menor que 10 metros. Céu e água fundidos.

Segui firme no meu rumo, fazendo pequenas correções. Porém a medida que eu avançava em direção ao canal de navegação, por onde passam grandes embarcações, navios de carga, um barulho de motor ficava cada vez mais forte. Parei junto ao canal de navegação e aguardei. A adrenalina era grande. Consultei minha posição no GPS, eu estava à margem do canal. Fiquei um tempo esperando, acreditando que a qualquer momento um grande navio iria cruzar minha frente… Porém o volume do barulho do motor era constante, não aumentou enquanto eu estava parado. Reuni um gole de coragem e parti remando vigorosamente para cruzar o canal. Remei de forma incansável. E cruzei o mesmo. Foi nervoso, acreditar que a qualquer momento teria de remar ainda mais rápido para escapar de uma possível colisão.

Felizmente nenhum navio cruzou meu caminho.

Após remar 1h40min, segundo o GPS a margem a qual me dirigia, estava a apenas 400 metros da minha posição. Porém eu ainda não consegui ver a terra. O Sol finalmente começou a romper a barreira da névoa. E não mais que de repente visualizei. – TERRA À VISTA!

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Terra à vista

A entrada do canal, o qual eu havia planejado explorar estava logo a frente. Minha navegação foi muito assertiva. É recompensador perceber seus próprios acertos.

Sem demora iniciei a exploração do local. Aves de médio / grande porte, peixes igualmente grandes. São alguns dos inquilinos desta área. Arvores que obstruem completamente o leito do rio, criando tuneis verdes. Alguns chegam até a linha d’água, tentando impedir o progresso das embarcações.

Fantástico, relaxante remar neste local. Uma lástima que poucos são aqueles que se aventuram em conhecer estes locais “remotos”. Por outro lado, é maior a preservação deste.

Deixo as imagens contarem a história.

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Entrando no canal
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Obstáculos, galhos.
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Firme na remada
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Saída do canal

Após a visita, é chegada a hora de retornar. São outros 9 quilômetros de remada. Felizmente desta vez é com campo visual amplo, o nevoeiro já se dissipou. A margem para qual me dirijo agora, é visível. Diversos navios cruzam meu caminho. Felizmente a distância entre nós é suficiente para evitar colisões. O vento também se apresenta na direção contraria ao meu destino, formando ondas e freando meu progresso, porém nada impossível de ser vencido.

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Vento contra, Sol e ondas no retorno

Eu desejo apenas chegar. O telefone toca, atendo o telefone em alto mar, ou melhor em alto rio. Sou inquirido do motivo da minha demora e informo minha localização e de que meu progresso é mais lento do que o que eu havia previsto.

Cada quilometro que eu venço em direção ao meu destino final, é motivo de grande comemoração de minha parte. Aos 19 quilômetros, minhas forças praticamente me abandonam. Remei estes dois quilômetros de forma robótica. Foi extenuante este final.

Enfim cheguei, cravei a proa do caiaque na areia, e fiquei ali, sentado contemplando minha conquista. Aquele um minuto, um misto de descanso e alegria pelo que alcancei.

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Chegar, alivio.

Finalizei a remada, recolhi o equipamento e pouco depois das 11h30 minutos da manhã já estava em casa, para “curtir” o final de semana em família, depois de uma bela mijada, por ter demorado além da conta na remada, que era estimada para 3 horas de duração.

Juliano Bonotto

 

RESUMO

21,57 Km percorridos

4h34 tempo total remada

Dificuldade: Muito difícil

Clique no mapa abaixo para visualizar o trajeto

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Ponta do Arado – Remada

Recebi um convite, de uma ONG, para participar de uma “remada” rumo ao Morro/Ponta do Arado (bairro Belém Novo, Porto Alegre – RS). Com o objetivo de “abraçar” simbolicamente este local, que recentemente foi vendido para uma empreiteira, que pretende construir nesta “área nativa” um condomínio de casas. Pode ser uma das últimas oportunidades de ver o local em sua forma natural.

Contextualizando, a Ponta do Arado, era propriedade e serviu de morada ao jornalista Breno Caldas, filho de Caldas Junior. Breno que esteve à frente do jornal Correio do Povo (publicação diária e o jornal “referência” na sua época), “faliu” durante sua gestão. Os motivos, deixo para você fazer a busca e tirar suas conclusões.

A “remada coletiva” não se concretizou. Porém a minha vontade de realizar a mesma era imensa. Escolhi a data e parti sozinho.

Era sábado pela manhã. As 5h da madrugada, consegui finalmente colocar dentro de um carro compacto o caiaque. Levei 30 minutos para realizar a manobra, buscando a melhor configuração.

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Remando antes do amanhecer

Pouco depois das 6h, caiaque na água, remada em direção ao aglomerado de pedras no Rio Guaíba, metade do caminho para Ponta do Arado. Aqui estava programado o desjejum matinal. Durante esta “refeição”, que alegria ver o Sol nascer com toda sua força e seu colorido, anunciando um novo dia.

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Aglomeração de pedras no Rio Guaíba
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Desjejum matinal, que local…

Finalizada esta etapa, segue a remada. Aqui cabe ressaltar, os “perigos” do Rio Guaíba. Próximo as pedras, raspei o fundo do caiaque diversas vezes em pedras submersas à flor d’água. Embarcações de maior calado, é desaconselhável explorar a área, sem uma carta náutica atualizadíssima. Outro risco são as redes de pesca, sem sinalização, que são colocadas no rio. Passei sobre uma. Felizmente meu calado e quilha são pequenos, não fiquei preso, como já ocorreu outras vezes em que estava velejando em barco quilhado com bulbo, ficando este preso na rede. Fique atento!

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Rede de pesca

Pouco mais de 2 quilômetros de remada, cheguei em uma praia na Ponta do Arado. Realizei pequena expedição no local, pois estava com os pés descalços. Não me aproximei da casa de Breno, com receio de encontrar algum cachorro, ou algo do gênero.

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Desembarque na Ponta do Arado

Voltei ao caiaque. Durante a remada de retorno a câmera foi batizada. A ventosa que segurava ela se desprendeu. Felizmente, utilizo uma corda presa nela. Facilmente recuperei o equipamento.

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Vento entrou, formou ondas. Caiaque furando onda, “mergulhando”

Com relação a remada, esta é na minha opinião, bastante fácil. A distância é pequena, é possível orientar-se utilizando pontos notáveis em terra. Enfim “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Finalizei a remada, recolhi o equipamento e pouco depois das 8h30 minutos da manhã já estava em casa, para “curtir” o final de semana em família.

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Recolhendo o equipamento

 

Sucesso!!

Juliano Bonotto

RESUMO

6,68 Km percorridos

1h44 tempo total remada + trilha

Dificuldade: Média

Clique no mapa para visualizar o trajeto GPS

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Morro do Sabiá – remada

Amanhece um novo dia. O plano é simples. Morro do Sabiá, Ponta da Serraria e Ponta Grossa. Três destinos, uma remada. Partida foi logo cedo pela manhã, antes das 7 horas. Chegar próximo ao Rio Guaíba na cidade de Porto Alegre é por si só uma alegria. Há quem tenha “nojinho” do Guaíba, eu particularmente adoro o rio, que tantas alegrias já me proporcionou.

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Rio Guaíba

Chegar à beira do rio não é tarefa fácil, no ponto escolhido por mim. Mas é o melhor em termos de proximidade com o local em que o caiaque fica guardado. É preciso fazer um trilha nada amigável carregando o “pesado” caiaque.

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Adaptei uma “alça de ombro” com cabo / corda e alguns nós “lais de guia”, que aguentam a pressão e são fáceis de fazer e desfazer.

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Morro do Sabiá – primeira parada

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O Morro do Sabiá era uma área privativa, porém aberta a visitação pública, da Fundação Rubem Berta, proprietária da VARIG, o que foi uma das maiores companhias aéreas do mundo, cuja origem era gaúcha. Que acabou atropelada pela concorrência, decisões gerenciais entre outros fatores. Uma lástima.

Hoje creio que o Morro do Sabiá é uma área particular, com acesso restrito. Creio que de propriedade de uma rede de ensino. Outra lástima. Um espaço tão bonito, inacessível para 99,9% da população.

Voltando para a remada, segui em direção a Ponta da Serraria, o segundo ponto a ser visitado. O vento de popa me auxiliava no deslocamento. Porém este mesmo vento provocava ondulações de considerável tamanho. Cada vez que uma onda passava por baixo do caiaque, o desestabilizava. Fui obrigando a acelerar a remada para equilibrar a embarcação-zinha.

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Clique no mapa para ver o track do GPS

Não atingi os demais objetivos. O tempo não permitiu. Eu tinha compromissos as 9h30 da manhã. Calculei que na volta eu iria remar no contra-vento, e contra as ondas. O que faria o tempo de remada ser maior no trajeto de retorno.

Minha suposição se confirmou. Foi uma remada vigorosa contra os elementos vento e ondas. Mas muito satisfatória. São nestes momentos em que eu costumo cantar. Felizmente não tenho plateia.

Aqui um link para um pequeno vídeo da remada no youtube.