Ferrovia do Trigo – Bike

Desde que fiz essa travessia pela primeira vez em 2014 no modo caminhada, cresceu a ideia de realizar a mesma pedalando.  LINK PARA FERROVIA EM 2014. E em 2017, lá fui verificar essa possibilidade.

 
Ferrovia.Still023
Viaduto sem proteção lateral

Não repeti exatamente o mesmo percurso. Remodelei este para comportar ser percorrido de bicicleta em poucas horas. Partindo da cidade de Muçum (RS), em direção a Dois Lageados (RS).

Ferrovia.Still001
Início, em Muçum

“Deliciosos” 25km percorridos nesta subida de asfalto,  em pouco menos de 2 horas. A estrada em grande parte conta com um generoso acostamento. Em poucos trechos onde a pista é duplicada, o acostamento é suprimido. Porém em função do baixo transito de veículos nesta rodovia, em nenhum momento me senti ameaçado por ultrapassagens. Note que é uma escalada intercalada de 3 subidas e 3 descidas. Ainda assim, caso decida por percorrer esse trajeto, tenha certeza de estar com o condicionamento físico em dia.

Ferrovia.Still003
Subida “sem” fim

Dois Lajeados (RS) até Camping Recanto da Ferrovia. Aproximadamente 8,5km percorridos em menos de 1 hora. Grande parte deste trecho, é de estrada de chão, em declive. Existem alguns trechos de subida. Nada que exija muito esforço físico. É bem sinalizado o percurso. Você pode seguir os pontos informados no track GPS (01Entra, 02aqui,03aqui, 04…, 06Bif,…,10aqui). Os pontos 06Bif e 08Bif, é minha abreviatura para “bifurcação”.

Ferrovia.Still011
Placas e GPS, ambos apontando para mesma direção

Neste camping, pode ser a sua última chance para adquirir produtos para consumir na jornada, tal como suco congelado de laranjas da propriedade. Oferecido em pequenas garrafas PET recicladas. Recomendo levar uma garrafa, que vai descongelando ao longo do caminho, permitindo tomar um gole de suco gelado a cada intervalo de 20 minutos( tempo de descongelar mais um gole).

Ferrovia.Still019
É bom estar de volta…

Esta primeira etapa consumiu ao todo, pouco menos de 3 horas para percorrer ao todo 34km, com altimetria acumulada de 758 mts

Ferrovia.Still032
Ninguém disse que seria fácil…

Chegar a ferrovia, propriamente, atingir o ponto desejado, com uma navegação apurada, é sublime. Grande alegria me invade ao colocar o pé e a roda da bike sobre os trilhos.

Ferrovia.Still035
Túnel

A razão de eu ter escolhido fazer o trajeto desta forma, fica aqui evidenciado. Pois a ferrovia, deste ponto até Muçum, é em declive suave. O que vai facilitar meu objetivo de pedalar sobre os trilhos, dormentes e cascalho.

Ferrovia.Still041
Luz no fim do túnel

Inicio a travessia. O primeiro viaduto que cruzo, é sem barreiras laterais. Com espaçamento entre os dormentes.  Caminhando e empurrando a bike. Logo em seguida o primeiro túnel. Lanterna à postos, e inicio o pedal, sobre pedras na escuridão do túnel.

Ferrovia.Still047
Pedalando sobre os trilhos

Não é fácil pedalar sobre uma via férrea. Tentei diversas configurações. Bem no centro dos trilhos, é a mais difícil. Os dormentes não estão nivelados com os cascalhos, o solavanco ao passar pelos dormentes faz com que seja impossível de pedalar. O melhor local para pedalar na minha opinião é fora dos trilhos, sobre os cascalhos, que cobrem os dormentes. Dessa forma consegui desenvolver velocidades em torno de 10km/h.

Ferrovia.Still049

O trecho mais bonito da ferrovia, é entre o Camping Recanto da Ferrovia e Vespasiano Correa. Onde estão os viadutos mais altos, cuja engenharia surpreende os visitante. Assim como longos túneis. A vista do vale abaixo da ferrovia também é de tirar o fôlego.

Ferrovia.Still050
Olha o trem…zinho

Diversas cachoeiras podem ser observadas no caminho. Marquei duas. Cachoeira e CachoeiraSUBT. A primeira permite o banho de forma “segura”. É preciso uma trilha de 1 minuto até ela, que pode ser feito, indo em direção do barulho da água.

Ferrovia.Still056

A cachoeiraSUBT, é subterrânea. Vale transpor o desnível de pedra que separa ela da ferrovia, para vislumbrar a mesma.

Ferrovia.Still068

Após Vespasiano Correa, o cenário do percurso em direção a Muçum, retornando ao ponto de origem, majoritariamente é vegetação fechada e paredões rochosos, ao longo da ferrovia. Neste trecho principalmente os ombros e as palmas das mãos começam a dar sinais de fadiga. Estes são muito exigidos em função da irregularidade do terreno percorrido (cascalho solto).

Ferrovia.Still062

Este trecho final de 5km até Muçum, é extenuante. Se você não busca vencer nenhuma meta pessoal individual, concentre sua visita no trecho entre o Camping Recanto da Ferrovia e Vespasiano Correa.

Ferrovia.Still071
Trecho final, entre paredões de pedra

Mas sem dúvida se a sua resistência física permitir, é um roteiro fantástico!!

*Esta jornada tive de enfrentar um pneu furado. Havia comigo mais duas câmaras para pneu, além de remendos. Leve pilhas extras, para lanterna e GPS. Consumi 4 litros de água na jornada, além de lanche rápido, consumido durante a pedalada, sem parar.

** Os trechos de túnel, obviamente não há sinal GPS. Foram ligados os pontos entrada e saída de cada túnel. Por esta razão todos os túneis parecem uma reta, o que não é a realidade.

RESUMO

61,10 Km

7h51 trajeto

1835 calorias queimadas

Dificuldade: Muito difícil

MAPA

Ferrovia.StillMAPA

Advertisements

Rosa dos Ventos – Bike / Caminhada

 

O dia é frio sem muito rigor, final de outono no sul do Brasil. Pedalando em direção…

Rosa.Still018
Ops… antes de chegar na trilha

Ao largo do morro, quem por ventura prestar atenção ao mesmo, é capaz de observar uma Rosa dos Ventos, “tatuada” da encosta dele. Olhando em fotos de satélite, é preciso aplicar um bom nível de zoom para visualizar a mesma.

Local visualizado. É ponto plotado no GPS. E inicia-se mais uma jornada.

ABRERDV

O trecho inicial da trilha é um velho conhecido. Subida íngreme, espinhos nas pernas. Padrão “eu deixo marcas na trilha e a trilha deixa marcas em mim.”

Rosa.Still027a

Rosa.Still028
Deste ponto em diante é sem bicicleta…

Após cruzar o topo do morro e alcançar a face sul deste, é onde realmente iniciam as dificuldades.  O trajeto que escolhi, para alcançar a Rosa dos Ventos, não conta com uma trilha. É preciso avançar em meio a vegetação fechada. Tomei coragem e abandonei a Bike, encostada em uma árvore, sob densa vegetação. Segui caminhando por 2km por onde era impossível pedalar.

Rosa.Still033

Não existe nenhuma marcação para facilitar a navegação. Dependi inteiramente das informações do GPS para alcançar o ponto desejado e voltar para o local onde deixei a Bike “abandonada”.

É o tipo de caminho, em que após passar, a vegetação se fecha atrás de você. Achar o caminho de retorno sem um equipamento de apoio, é se não impossível, muito difícil.

Esta é a razão da não publicação deste trecho da trilha. Não vou recomendar a visitação. É perigoso.

Rosa.Still038

Após esse trecho de muita adrenalina, e teste de conhecimentos em navegação por instrumentos, segui descendo a face sul do morro. Esta trilha de descida é pouco utilizada. A vegetação cresce onde uma vez foi a trilha. Muitos galhos e árvores caídas bloqueiam o caminho.

Na minha primeira tentativa de achar a saída, cheguei nos fundos de uma residência, sendo recepcionado por uma dupla de cães de grande porte. Calmamente dei meia-volta. Mais uma pequena pedalada e encontrei finalmente a saída.

*Desconheço maiores detalhes de quem foi o responsável por criar esta obra, e o motivo. Se alguém souber, pode me informar.

RESUMO

21,65 Km

2h03 trajeto

776 calorias queimadas

Dificuldade: difícil

MAPA – clique no link abaixo para track GPS

rosaMap

Cascata do Garapiá – Rapel

O plano desta descida tem mais de ano. E finalmente juntei as condições para colocar o mesmo em prática. Estar no litoral norte Gaúcho, com o equipamento correto e tempo para fazer.

Após uma longa semana chuvosa, resolvi que não mais esperaria. No dia escolhido, antes das 6h da manhã já estava ingressando na BR rumo a cidade de Maquiné. A chuva se fez presente durante todo o trajeto. A única razão que me faria recuar do meu objetivo, rapel, era se caso o volume de água da cachoeira fosse excessivo. Mas para obter esta informação, eu teria de conferir a mesma pessoalmente.

Chegando lá, felizmente o volume de água estava dentro da normalidade. Logo cedo pela manhã o Garapiá sem nenhum visitante, ficou completamente à minha disposição.

rapel-still006
Cascata do Garapiá

Iniciei a trilha lateral a cachoeira, rumo ao todo desta. A trilha é curta, porém ela tem trechos “desprotegidos”, onde existe o risco de queda de altura considerável. Em virtude das chuvas recentes a mesma estava bastante escorregadia. Toda cautela é bem vinda ao percorrer a mesma.

rapel-still007
Trilha acesso ao topo da cascata

No topo da cachoeira durante o preparo dos pontos de ancoragem, sofri diversas quedas. O leito do rio é de pedra, assim como o seu entorno. Muito escorregadio o piso. USAR SEMPRE O CAPACETE! Em uma das quedas, bati fortemente a cabeça em uma pedra, felizmente estava usando o capacete.

Uma vez a ancoragem e a via de descida preparadas, revisadas, testadas, iniciei a série de descidas. Tomar um banho de cachoeira por si só já é uma atividade muito prazerosa. Descer de rapel, atrás da cachoeira… não me atrevo a tentar descrever a alegria que é. Transcende.

rapel-still0015

rapel-still021

rapel-still029

Após as descidas era preciso nadar aproximadamente 15 metros, que separam a cachoeira da margem. Fazer esta travessia com tênis, roupas e equipamentos de lastro, não é tarefa fácil. Mas também não é impossível.

Por duas horas e meia fiz diversas descidas. Testando diversas “manobras”. Encerrei as descidas, tão logo percebi o primeiro sintoma de frio. O dia estava nublado.

Gostou, quer fazer com o apoio do TriTrilhas? Quer sua aventura em vídeo? Entre em contato via e-mail – tritrilhas@outlook.com

 

RESUMO

9,2 Km trilha + descidas

2h35 minutos trilha + preparo rapel + descidas

501 calorias queimadas

Dificuldade: Fácil a trilha, rapel exige experiência.

MAPA

mapa

Reserva do Lami – Remo

Nasceu a ideia, e em menos de uma semana coloquei em prática. Navegar com o caiaque no entorno da Reserva Biológica do Lami, no extremo sul da cidade de Porto Alegre (RS).

Embora a remada propriamente dita não fosse em nada desafiadora, não foram poucos os desafios enfrentados nesta jornada. O primeiro desafio, foi colocar o caiaque dentro do carro. Felizmente eu já aprendi a melhor disposição de bancos para acomodar a embarcação. Realizei a tarefa rapidamente e parti rumo a “praia do Lami”. Isto as 5h da manhã, escuridão total e absoluta nas vias que cruzei.

lami01
Escuridão ao lançar o caiaque no rio

Chegando lá eu não havia marcado/escolhido um ponto para acessar o rio Guaíba. Contei com a sorte. Felizmente encontrei uma abertura na vegetação com acesso ao rio. Mesmo com a pouca iluminação do local. Porém este acesso era de solo lodoso, barro mesmo. Ao pisar, afundava até a canela no barro. Era preciso caminhar uma boa distância no barro até encontrar profundidade suficiente para embarcar no caiaque sem literalmente atolar. Somado a isso uma nuvem de mosquitos me atacou sem a menor piedade. Que começo.

Uma vez dentro da água, era possível escutar a música de uma festa / “pancadão” que ocorria no Lami. Durante o lançamento do caiaque na água, evitei cruzar com diversos grupos de pessoas que deixavam o evento. A música deste evento me acompanhou por um bom tempo na remada. Era possível escutar a distância ela.

O dia raiou de forma espetacular. O crepúsculo matutino é sempre um show à parte. Observar tal evento, navegando é… “não tem preço”.

lami06
Crepúsculo matutino

Facilmente encontrei a o acesso que margeia a reserva. Observar que não é permitido desembarcar na reserva. Regra essa que foi respeitada por mim. Minha esperança era visualizar algumas espécies que tem este local como seu habitat. Capivaras, lontras, bugios, entre outros.

lami08

Dentre o que consegui avistar, creio ter visto uma capivara na margem norte, ou foi um golpe de vista. Infelizmente não consegui registrar com a câmera esta suposta aparição. Escutei diversos bichos mergulhando, emitiam um ruído e então se escutava o barulho de um corpo entrando na água. Avistei o que acredito ter sido o mergulho de uma lontra, ao longe.

lami10

lami10a

lami10b
É possível ver a água agitada onde a lontra saltou

Fora os avistamentos, muitos pássaros entoavam seu canto com a minha passagem. Algumas aranhas inevitavelmente caíram sobre mim. Gentilmente as devolvi para os seus locais de origem. Isto em virtude do túnel verde que se forma sobre este braço d’água. Caso sofra de aracnofobia, fique longe.

Foi uma remada muito tranquila. O local é de uma beleza ímpar. Em determinados momentos formou um belo espelho d’água.

lami13b
Espelho d’água

lami12

O retorno não ofereceu grande desgaste. Praticamente o vento era nulo, sem ondas os locais por onde naveguei. O desafio era enfrentar novamente o barro para sair do rio. Felizmente a praia do Lami conta com chuveiros públicos. Fiz bom uso de um deles.

lami16
Barro agora é visível

lami17

lami18
Felizmente o local conta com chuveiro público, que funciona!!

RESUMO

8,3 Km remados

2h12 minutos remando

484 calorias queimadas

Dificuldade: Fácil a remada, exige noção de navegação.

Clique no mapa para Track GPS

mapa1

Beco da Pedra Chata – Bike

Alguns dos locais que eu visito, são descobertos acidentalmente. Tenho por hábito pedalar observando entradas de trilhas, morros e outros acidentes geográficos. Na última pedalada, rumo a Lagoa dos Patos, observei uma pequena entrada, o Beco da Pedra Chata.

Parti cedo, acreditando que seria possível acessar o morro visível da entrada deste beco. Pedalar 30km não é tarefa complicada. O dia quente anunciava a chegada do verão. O calor se faz presente e deixa claro que o retorno vai seria sob Sol forte.

Percorrer a estrada de terra do Beco da Pedra Chata até o ponto estabelecido (BPC02 curva) é fácil. Difícil é vencer a vegetação fechada e com espinhos, carregando a bicicleta, após este ponto.

bpc03
Para seguir adiante ao ponto BPC02 não é fácil
bpc04
Descampado de solo irregular

O terreno é bastante irregular. Pedalar a bicicleta não é algo fácil. Não consegui atingir meu objetivo principal, que era a subida do morro do Beco da Pedra Chata. Acabei por explorar áreas próximas em busca de um ponto de acesso. Muitas propriedades particulares circundam este morro.

bpc05
Abacaxi pelo caminho

Vou ter de voltar em outra oportunidade ao local, levando um “facão” para abrir uma “picada” / caminho. Por hora registrei paisagens interessantes, além de ter contato com animais.

bpc06
Morro
bpc07
Amigo encontrado pelo caminho…

O retorno foi realmente escaldante. O Sol inclemente fez com que a performance da pedalada de volta para casa fosse muito lenta. Tal qual foi previsto no início da jornada.

bpc08

RESUMO

65,10 Km pedalados

3h00 minutos pedalando

22 minutos paradas

1887 calorias queimadas

Dificuldade: Média

Clique no mapa para track GPS

bpc_map

Lagoa dos Patos – Bike

Abaixo o documentário/vídeo da jornada…

O caminho era longo e o terreno acidentado. Tudo isso já era sabido antes de eu partir para esta jornada. Mesmo assim, cedo, pouco depois das 5h da manhã já me encontrava pedalando, sob a luz da “SuperLua”.

lp-still001
Pedal madrugador

A primeira surpresa do caminho se deu na rotula de entrada do bairro Restinga. A madrugada escura envolvia uma multidão de pessoas e carros que trancavam a via, era mais um fim de festa de grandes proporções.

lp-still002
Fim de festa na Restinga

A medida que o Sol começou a raiar, os quilômetros iam se acumulando e os bairros ficando para trás. Serraria, Ponta Grossa, Hípica, Canta Galo, Lami, acabou Porto Alegre, começou Viamão. Itapuã. Vencer este trajeto não é tarefa das mais difíceis. Qualquer ciclista com um mínimo de preparo físico consegue vencer este trecho. Todo ele é asfaltado. Pouco depois da Vila de Itapuã, acaba o asfalto. É um trecho tranquilo de pedalar, embora a velocidade média diminua neste terreno.

lp-still003
SuperSol

Passando o parque de Itapuã, sigo em direção ao Hospital Colônia Itapuã, vulgo Leprosário, seguir adiante é o desafio. Deste ponto em diante é praticamente inexistente o transito de pessoas. Ingresso em uma pseudo estrada que corta fazendas de criação de gado e lavoura. É um caminho pouco utilizado, praticamente não existe uma trilha demarcada.

lp-still004

lp-still005
Trilha sem trilha

lp-still006

O silêncio e a solidão. Sou envolto por ambos. Apenas o canto de alguns pássaros me acompanha. Até que… fura um pneu. Lá se vão uns 10 a 20 minutos na tarefa de trocar o mesmo. Terminado o serviço prossigo, e novamente mergulho no meu rumo.

lp-still008

O progresso não é veloz. Sempre utilizando o GPS como guia, com pontos que eu pré-determinei.

Algumas cercas devem ser puladas. Numa delas uma grande boiada “fugiu” com a minha aproximação.

lp-still009

lp-still010
Ossos do ofício

Trechos arenosos, onde pedalar é impossível, felizmente não são longos estes trechos. Terrenos alagadiços, terrenos pantanosos, barro, todos se fizeram presentes.

lp-still011

Faltando pouca distância para o objetivo, a Lagoa dos Patos, o cheiro da água se faz perceptível, trazido pelo contra vento. Sou tomado de assalto por grande alegria ao primeiro vislumbre da lagoa.

lp-still012
Lagoa dos Patos

Antes das 9h da manhã eu estava à beira da Lagoa dos Patos, após percorrer 51,4km em 3h15minutos.

lp-still013
nenhuma pegada até que eu dei o primeiro passo

Um mergulho revigorante na lagoa. Fiquei aproximadamente 30 minutos aproveitando esta orla. Infelizmente ocorreu um vazamento dentro da minha mochila, que inutilizou uma muda de roupa que eu havia planejado usar após o mergulho.

lp-still014
Pegadas

lp-still015

Após este momento de diversão, iniciei meu retorno. O retorno, o retorno na minha opinião é uma parte… enfadonha. O objetivo já foi atingido… Mas retornar é preciso.

lp-still016

Neste instante o Sol se apresentou com bastante força. Voltar para a estrada da Varzinha, implicou em cruzar alguma cercas e campos sem trilha alguma. O GPS é de grande auxilio nestas horas. Uma vez de volta a estrada, o resumo é pedalar e acumular quilômetros, 60, 70, 80, 90 e 100. Cansativo o retorno, mas necessário.

lp-still017

Enfim 100km pedalados para poder mergulhar em uma lagoa. Há quem diga que isso é loucura, outros dirão que bela aventura. Na minha opinião, valeu cada gota de suor!

RESUMO

101,35 Km pedalados

5h16 minutos pedalando

1h29 paradas (mergulho na lagoa + troca de pneu + pequenas paradas de hidratação)

3346 calorias queimadas

Dificuldade: Difícil

MAPA

lp_map01

Detalhe

lp_map02

Esta trilha requer um bom preparo físico. Vou publicar outras duas opções cujas distancias percorridas são menores, para quem deseja pedalar até encontrar “agua”.

Caso tenha interesse em realizar esta trilha sozinho basta ir. Caso queira contar com auxílio de um guia, entre em contato via e-mail. Lembre-se que neste trajeto eventualmente pode ser preciso cruzar propriedades privadas. Tenha em mente a possibilidade de ataque de cães, represália por parte do proprietário além de sanções legais.

Ilha do Presídio – Remada / Escalada / Rapel

Já remei diversas outras oportunidades para a Ilha das Pedras Brancas / Ilha do Presídio. Em função destas “experiências”, recebi alguns convites para visitar a ilha acompanhado. Aceitei todos. Porém em função de fatores diversos na hora da partida fiquei só.

Uma vez que eu tinha somente registros fotográficos da ilha, parti sozinho para realizar um pequeno documentário em vídeo, para aqueles que tem curiosidade de conhecer a ilha. VÍDEO ABAIXO.

ilhap01
A ilha das Pedras Brancas

A meteorologia previa chuva e vento, no dia escolhido para a visita. Eu particularmente tenho minhas ressalvas com relação a esta “ciência”. E desta vez erraram na previsão. O dia não poderia ter sido melhor. Clima agradável, sol na medida certa e nada de chuva.

ilhap09
Previsão de chuva… Hein?

A remada de 4km até a ilha foi tranquila, mesmo com o Rio Guaíba estando 2 metros acima do seu nível normal em função das chuvas de dias anteriores. Nada de sustos, um pouco de turbulência na saída. Posteriormente as águas se acalmaram.

Como de costume circunaveguei a ilha para verificar se havia alguém desembarcado nela. Este 360° na ilha leva 5 minutos. Satisfeito com a minha análise, de que a ilha estava inteiramente a minha disposição, desembarquei.

ilhap02
A guarita

Após “esconder” o caiaque no mato, para evitar que ele seja encontrado por alguém que venha atracar na ilha, parti para exploração da antiga estrutura do presídio.

ilhap03

É uma construção sólida, com grossas paredes. Porém o tempo e a depredação do local são evidentes. É um local silencioso. Eu fico imaginando como foi ser um preso político quando do funcionamento da prisão…

ilhap04

Findada a parte histórica… trilha… existem duas guaritas nesta ilha, nos pontos mais altos. Inacessíveis… Ou não… Fui até uma delas. Desta vez estava preparado. Trouxe equipamento para auxiliar na ascensão.

ilhap05
Pequena Escalada

Para quem tem disposição, a vista compensa o esforço.

ilhap07

ilhap08

Escalei e desci de rapel. Recolhi o equipamento e retornei ao caiaque. Retornei remando, até que próximo ao meu ponto final, encontrei o grupo de caiaques PescaiaqueRS Metropolitan. Este pessoal esta organizando a remada internacional de Porto Alegre…

ilhap10
PescaiaqueRS Metropolitan

Ah, o Rio Guaíba e suas infinitas possibilidades, para quem nunca conheceu, não sabe o que esta perdendo…

RESUMO

10,67 Km remados + trilhados + escalados

2h49 tempo total

615 calorias queimadas

Dificuldade: Média, considerando pessoa com habilidade caiaque + rapel

Track GPS no link abaixo

ilhapmapa