Trail Run – Chuva

A chuva que castiga a região Sul do Brasil, segue inclemente. Nem mesmo ela pode frear meu ímpeto pela rua. De forma inusitada, parti pouco antes do meio-dia. Uma corrida leve em torno de 6km, passando pela praia de Ipanema, zona sul de Porto Alegre, até chegar ao “pé do morro”.

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Sem tempo de hesitar, o pé passa do asfalto para a grama. Busco a trilha para acessar o topo do morro. A água da chuva transformou a trilha em leito de rio. Molhar o pé quando se esta correndo, não é bom. Mas o que fazer, é um risco que assumo quando decido correr na chuva.

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Há quem não suporte o simples fato de pensar em fazer uma trilha, causa arrepios, com chuva então, impensável. Não faço parte deste grupo. Este tipo de atividade neste clima, me é prazerosa.

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Aproveitei o fato de estar sem bicicleta e escolho um trajeto mais difícil, fora da trilha. Utilizei um caminho de pedras. Não é o mais indicado a se fazer, especialmente considerando a chuva, pedras molhadas e escorregadias, estar sozinho. Mas enfim, foi a minha escolha.

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O progresso foi lento e cauteloso. Vencer subida de pedras molhadas, requer cuidado.

Venci a subida, cheguei ao topo. O vento se faz presente. A nebulosidade é visível, nuvens baixas se movimentam ao sabor do vento. Ficar parado no vento estando molhado, não é boa ideia. Não houve tempo para contemplar a paisagem.

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A descida se deu igualmente por caminho sem trilha, sobre pedras e vegetação alta. Bom para testar reflexo e orientação.

RESUMO

15,31 Km

1h50 trajeto

1201 calorias queimadas

Dificuldade: média

MAPA

 

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2000km @ 2017

 

2.000 km percorridos em 2017. Desde 1° de janeiro até 06 de setembro de 2017, 2.000km percorridos em ambiente externo. Seja correndo, caminhando, pedalando, remando, subindo ou descendo… Extenuante? Não, foram emocionantes. Ok, eu confesso que houveram dias em que a preguiça pedia algumas horas de sono extra…

Felizmente venci a preguiça. Uma vez que eu não faço uso de academia, tenho apenas um compromisso firmado “comigo mesmo”, de ter que fazer exercício em 50% dos dias de cada mês, percorrendo um mínimo de 200km e 24 horas, quando somados todos os tempos e distâncias dentro de cada mês.

Pequenas lesões, me impediram de chegar neste marco antes. Além de atrapalhar meus objetivos nos meses de junho e julho.

Mas, é mais fácil do que você pensa. Basta querer!

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Resumo

 

Ponta Grossa – TrailRun

Eventualmente recebo alguns convites. Convites “não usuais”. PingoBerta, contatou e solicitou minha companhia para uma incursão na Trilha da Ponta Grossa (zona sul de Porto Alegre – RS).

Vencidas as tratativas de praxe, ficou acertado… 5h30 de domingo no início do calçadão de Ipanema (Porto Alegre). Observar que neste dia entrou em vigor o horário de verão, então no horário solar, a atividade iniciou ás 4h30.

Pontualmente iniciamos a corrida de 23km. O trajeto consistiu em correr até a trilha, pela estrada da Ponta Grossa. Fazer a trilha, 4km de trailrun, e retornar ao ponto de partida.

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Finalizado o trecho do calçadão, o caminho até chegar na trilha é asfalto / acostamento de terra. Existem trechos com boa iluminação e outros nem tanto. O ideal se sua intenção é fazer esta trilha a noite, prefira durante a fase da lua cheia.

Entramos na trilha, com ela ainda escura. A corrida neste primeiro trecho teve velocidade diminuída, em função de declive somado ao solo de pedras que estavam molhadas.

Vencido este pequeno contratempo, a trilha se torna um passeio muito agradável. Trechos com vegetação muito fechada e molhada. Passar por estes trechos encharcou as roupas já suadas. Trechos em que o túnel verde permite a passagem com amplo espaço para o corpo. Mirantes de pedras. Caminhos de pedras. É inspirador realizar este tipo de atividade com o dia clareando.

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Próximo ao final, é preciso atenção, uma vez que a trilha é “espremida” pela vegetação de um lado e um “penhasco” do outro. Passar por este local requer atenção.

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Lado direito é uma queda de 6 a 8metros

Infelizmente meu GPS no meio do caminho “bugou”, e gravou apenas metade do trajeto. As informações abaixo me foram passadas pelo Pingo, e o gasto calórico foi estimado.

RESUMO

23,8 Km percorridos

3h10 tempo total

1840 calorias queimadas (estimativa)

Dificuldade: Difícil em função do terreno e distância envolvidos

MAPA – Infelizmente o GPS “travou” durante o trajeto.

No link abaixo veja o percurso de uma incursão passada para Ponta Grossa

Mapa Track GPS

Música

MetallicaSerbia – Authority under ME :D, song: Rock Highway

Free of copyright

Vila Nova e seus segredos – corrida/canyonig

O inverno começa a dar sinais de que vai ser rendido pela primavera. As manhãs já não são tão frias. Atividades que envolvam exposição à água estão liberadas.

O bairro Vila Nova, na cidade de Porto Alegre, é na minha opinião, um lugar que ainda preserva uma característica “rural”. Mesmo estando dentro do perímetro urbano do município. Talvez em função do seu relevo, ou pela distância do centro da cidade. Originalmente esta localidade abrigava grandes propriedades rurais. Estas ainda hoje resistem as propostas de construtoras, que anseiam transformar estes locais em grandes condomínios residenciais…

É para lá que vou, antes do dia clarear, inicio uma corrida de 6 quilômetros, Passando pela Montecristo, com destino a Estrada João Passuelo. Passa por baixo desta estrada, um veio d’àgua. Não é em absoluto uma distância difícil de percorrer. Por motivos óbvios, não fui de bicicleta, pois se assim fizesse, implicava em carregar a mesma sobre o leito deste curso de água, coisa que eu não pretendia fazer.

Iniciada a caminhada sobre a água, esta se mostrou mais difícil que o imaginado. Vegetação muito fechada. Foi preciso utilizar o facão diversas vezes para abrir caminho. Algumas pedras escorregadias. A profundidade não é problema, é pequena.

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Curso d’água

O lixo também se faz presente nesta área. Existem trechos em que o estado das margens, é tomado de resíduos. Uma imagem lamentável. Observei alguns canos, que acredito sejam ligações clandestinas de esgoto. Recomendo uma visita da FEPAM para vistoriar o local.

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Não é fácil progredir. É preciso “abrir” caminho.

Outro grande problema, é o fato de que este curso, passa próximo de propriedades sem cerca. Em mais de uma oportunidade fui ameaçado por cães, que sentiram seus territórios invadidos. Felizmente a ameaça se resumiu a uma aproximação e rosnados. Me afastei devagar e segue a caminhada.

Chegou determinado momento em que a sujeira me venceu. Desisti de encontrar a nascente. E criei um novo problema. Encontrar uma passagem por entre as propriedades para acessar a estrada. Felizmente encontrei uma forma de retornar a ela.

No acostamento, retirei o par de tênis, e permiti que os pés secassem por 5 minutos, antes de colocar meias secas e um segundo par de tênis que estavam na mochila. Aqui a dica, sempre que for caminhar em locais “molhados”, leve um outro par de calçados e meias.

Iniciei a corrida de retorno. Qual não foi minha surpresa. Meu retorno foi muito rápido. Consultei o tempo, e percebi que era em torno de 8h da manhã. Tendo eu programado o meu regresso para as 10h, não hesitei em explorar o “morrinho” da “pedreirinha”. É uma subida rápida. Sem maiores dificuldades. O porém é que não existe uma trilha. Um GPS é de grande ajuda para chegar sem problemas ao topo e posteriormente a “pedreirinha”.

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Taquaral, entrando no morro

Em uma rápida exploração ao topo da pedreira, não encontrei nenhum elemento que pudesse servir de ponto de ancoragem, próximo a parede de pedra.

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Subida em direção da “pedreirinha”
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Vista

Iniciei a volta para a civilização. E aqui o problema foi “enorme”. Sai da trilha correndo acessei a rua. Já estava em pleno núcleo urbanizado, quando fui cercado por uma matilha de cachorros enlouquecidos. O problema é que um deles era um rottweiler. Quando nos encaramos, paramos os dois. A distância entre nós era de pouco mais de 2 metros. Ele me olhando, rosnando, e eu parado encarando. Eu não tinha a menor chance, no caso de uma briga. Meu resgate seria com vassoura e pá, para juntar meus pedaços pelo chão. Estes 5 segundos em que o dono deste monstro, demorou para chegar junto ao seu animal, durou uma eternidade. Posteriormente ele veio me dizer que o cachorro não mordia, e que nunca viu o monstro se comportar assim, etc…

Eu gosto de cachorros, mas aqui vai uma notícia a todos os donos de cachorros. TODO O CACHORRO MORDE!! Esta eu escapei por pouco. Ileso, pois parei, ao invés de fugir. Atenção donos de cães. Cachorro, fora do pátio, deve sempre estar na guia. Repito, TODO O CHACHORRO MORDE! O discurso do dono do cachorro vai ser sempre o mesmo, até que ele morda alguém. Infelizmente a câmera estava desligada neste momento, pois eu já havia encerrado a trilha.

Não recomendo percorrer a parte do rio!

RESUMO

16,82 Km percorridos

2h53 tempo total

1218 calorias queimadas

Dificuldade: Média

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Clique no mapa para detalhes do trajeto

Pelotas (RS) – Praia do Laranjal (RS) – Corrida

Bom quando se consegue conciliar um compromisso profissional com uma atividade pessoal.

Em recente visita a cliente na cidade de Pelotas, consegui as duas últimas horas do dia livres. Aproveitei e fui visitar a Praia do Laranjal, correndo.

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O trajeto é muito tranquilo de fazer, deixei o carro em uma garagem e sai em direção ao Laranjal.

Localização da Garagem – S31 45 08.9 W52 20 00.8 (rua Padre Anchieta).
Marcado o ponto de destino – S31 45 42.4 W52 13 41.6 – Praia do Laranjal.

Dentre os caminhos indicados, é possível percorrer parte do trajeto pela Avenida Domingos José de Almeida, que desemboca na Avenida Ferreira Viana. Ou fazer todo o trajeto pela Avenida Ferreira Viana (esta avenida conta com uma ciclovia – terreno asfaltado e plano)

Para retornar ao centro de Pelotas, basta pegar qualquer ônibus que passa na parada localizada na Avenida Espírito Santo esquina com a Av. Rio Grande do Sul (S31 45 41.6 W52 13 49.1).

Números:
11km percorridos
56 minutos
12km/h velocidade média