Vila Nova e seus segredos – corrida/canyonig

O inverno começa a dar sinais de que vai ser rendido pela primavera. As manhãs já não são tão frias. Atividades que envolvam exposição à água estão liberadas.

O bairro Vila Nova, na cidade de Porto Alegre, é na minha opinião, um lugar que ainda preserva uma característica “rural”. Mesmo estando dentro do perímetro urbano do município. Talvez em função do seu relevo, ou pela distância do centro da cidade. Originalmente esta localidade abrigava grandes propriedades rurais. Estas ainda hoje resistem as propostas de construtoras, que anseiam transformar estes locais em grandes condomínios residenciais…

É para lá que vou, antes do dia clarear, inicio uma corrida de 6 quilômetros, Passando pela Montecristo, com destino a Estrada João Passuelo. Passa por baixo desta estrada, um veio d’àgua. Não é em absoluto uma distância difícil de percorrer. Por motivos óbvios, não fui de bicicleta, pois se assim fizesse, implicava em carregar a mesma sobre o leito deste curso de água, coisa que eu não pretendia fazer.

Iniciada a caminhada sobre a água, esta se mostrou mais difícil que o imaginado. Vegetação muito fechada. Foi preciso utilizar o facão diversas vezes para abrir caminho. Algumas pedras escorregadias. A profundidade não é problema, é pequena.

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Curso d’água

O lixo também se faz presente nesta área. Existem trechos em que o estado das margens, é tomado de resíduos. Uma imagem lamentável. Observei alguns canos, que acredito sejam ligações clandestinas de esgoto. Recomendo uma visita da FEPAM para vistoriar o local.

VilaNova
Não é fácil progredir. É preciso “abrir” caminho.

Outro grande problema, é o fato de que este curso, passa próximo de propriedades sem cerca. Em mais de uma oportunidade fui ameaçado por cães, que sentiram seus territórios invadidos. Felizmente a ameaça se resumiu a uma aproximação e rosnados. Me afastei devagar e segue a caminhada.

Chegou determinado momento em que a sujeira me venceu. Desisti de encontrar a nascente. E criei um novo problema. Encontrar uma passagem por entre as propriedades para acessar a estrada. Felizmente encontrei uma forma de retornar a ela.

No acostamento, retirei o par de tênis, e permiti que os pés secassem por 5 minutos, antes de colocar meias secas e um segundo par de tênis que estavam na mochila. Aqui a dica, sempre que for caminhar em locais “molhados”, leve um outro par de calçados e meias.

Iniciei a corrida de retorno. Qual não foi minha surpresa. Meu retorno foi muito rápido. Consultei o tempo, e percebi que era em torno de 8h da manhã. Tendo eu programado o meu regresso para as 10h, não hesitei em explorar o “morrinho” da “pedreirinha”. É uma subida rápida. Sem maiores dificuldades. O porém é que não existe uma trilha. Um GPS é de grande ajuda para chegar sem problemas ao topo e posteriormente a “pedreirinha”.

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Taquaral, entrando no morro

Em uma rápida exploração ao topo da pedreira, não encontrei nenhum elemento que pudesse servir de ponto de ancoragem, próximo a parede de pedra.

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Subida em direção da “pedreirinha”
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Vista

Iniciei a volta para a civilização. E aqui o problema foi “enorme”. Sai da trilha correndo acessei a rua. Já estava em pleno núcleo urbanizado, quando fui cercado por uma matilha de cachorros enlouquecidos. O problema é que um deles era um rottweiler. Quando nos encaramos, paramos os dois. A distância entre nós era de pouco mais de 2 metros. Ele me olhando, rosnando, e eu parado encarando. Eu não tinha a menor chance, no caso de uma briga. Meu resgate seria com vassoura e pá, para juntar meus pedaços pelo chão. Estes 5 segundos em que o dono deste monstro, demorou para chegar junto ao seu animal, durou uma eternidade. Posteriormente ele veio me dizer que o cachorro não mordia, e que nunca viu o monstro se comportar assim, etc…

Eu gosto de cachorros, mas aqui vai uma notícia a todos os donos de cachorros. TODO O CACHORRO MORDE!! Esta eu escapei por pouco. Ileso, pois parei, ao invés de fugir. Atenção donos de cães. Cachorro, fora do pátio, deve sempre estar na guia. Repito, TODO O CHACHORRO MORDE! O discurso do dono do cachorro vai ser sempre o mesmo, até que ele morda alguém. Infelizmente a câmera estava desligada neste momento, pois eu já havia encerrado a trilha.

Não recomendo percorrer a parte do rio!

RESUMO

16,82 Km percorridos

2h53 tempo total

1218 calorias queimadas

Dificuldade: Média

vilaNMap

Clique no mapa para detalhes do trajeto

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