Perigo!

Recebo mensagens, através dos contatos publicados em TriTrilhas.com. São diversos os motivos, agradecimentos, parabenizações, ameaças, xingamentos, e questionamentos. Estes questionamentos geralmente remetem aos perigos de fazer trilhas em locais “ermos”.

Tento responder a todas estas mensagens. Mas a luz dos fatos aos quais me deparei recentemente, resultou neste post. Encontrei durante pedalada, uma cápsula deflagrada de um projétil. Algum tempo depois um corpo estendido no chão, cercado pelas autoridades policiais. Fatos ocorridos em locais e datas distintos.

 

A violência que assola toda a população brasileira, é algo evidente. A total incapacidade de todas as esferas públicas (federal, estadual e municipal) em lidar com isso é gritante. O desaparelhamento/ “abandono” das forças policiais pelo poder publico é um fato para lamentar…

Mas mesmo com todos estes fatores contra, a vida segue.

Eu particularmente, acho mais perigoso ir a uma farmácia, um supermercado, buscar o filho na escola. Nestes momentos a chance de encontrar um “bandido” esperando uma vítima, acredito ser muito maior em relação ao percorrer uma trilha pouco utilizada.

As trilhas geralmente estão localizadas em áreas com maior deficiência de policiamento, por estarem distantes das zonas de maior densidade de pessoas.

O risco existe em todas as atividades. Percorrer uma trilha não é exceção. Busco minimizar este risco utilizando horários e datas em que eu acredito é menor a chance de encontrar “malfeitores”.

Perigo sempre vai existir. Não posso deixar de viver, por medo de que vou morrer.

Em contra partida, para retirar da memória as imagens de violência acima, segue um nascer do Sol.

 

 

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Refúgio da Vida Silvestre São Pedro – Bike

Conversa vai, conversa vem, e recebi informação de uma nova entrada para o Morro São Pedro. Não bastasse isso, outra fonte comentou de uma nova saída, via uma área de preservação ambiental do município de Porto Alegre, o Refúgio da Vida Silvestre São Pedro, que eu já vinha buscando há algum tempo.

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Placa da entrada “Oficial” da Reserva

Recebi essa informação durante um churrasco na sexta-feira à noite. Sábado no dia seguinte eu já estava em busca desta nova entrada. Achei sem maiores problemas. Abaixo no track GPS ela é facilmente encontrada.

É uma entrada por propriedade particular, tem de contornar uma “lavoura”. Mas se todos que passarem por ela, respeitando o local, creio que a mesma não vai ser fechada.

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O trajeto até chegar ao pé do Morro São Pedro, é tranquilo. Alguns trechos com vegetação fechada, e trechos onde existe uma larga estrada de terra.

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Chegando ao morro, complica a situação. A subida é íngreme, muitas pedras intercaladas com chão batido. O solo estava molhado e bastante sulcado, provavelmente em função do uso desta entrada por trilheiros de motos.

Existem trechos em que a vegetação cobre totalmente a trilha. Em uma bifurcação, marcada no track GPS, utilize a saída para esquerda. A saída para direita, é “um beco sem saída”.

Fora as dificuldades naturais de enfrentar a trilha, onde grande parte da subida é empurrando a bicicleta, pela simples impossibilidade de pedalar em terreno inclinado, escorregadio e com vegetação fechada… é um caminho novo e muito atrativo. Vencida a subida, existem trechos onde é possível alcançar boas velocidades em um bonito cenário.

Ao chegar ao topo do morro, uma surpresa, passar pela antena, no topo do Morro São Pedro (Matamala). Seguir pela trilha “padrão”, até a bifurcação indicada no track GPS, indicando a saída via reserva. Aqui inicia um “downhill” muito, muito bom. A inclinação é suave, permite atingir até 50km/h em alguns trechos. O terreno é acidentado, porém nada intransponível, para quem tem um mínimo de experiência em “downhill”. Algumas pedras no caminho propiciam pequenos saltos.

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Pequena cascata

Muito, muito prazerosa descida. Eu repeti a dose no final de semana seguinte. Na primeira visita, fui parando, registrando algumas curiosidades, como a ponte e a pequena cascata em um leito de pedra, que margeia a trilha. Na segunda visita, foi “non-stop”. Descendo sem perdão.

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O final da trilha é em um portão fechado. Para transpor o mesmo, utilize / pule a cerca de arame farpado a sua esquerda. Após a cerca existe a sede da Reserva, onde alguns funcionários da Prefeitura de Porto Alegre, podem lhe parar, para questionar da sua visita. Recebi informações desencontradas de alguns funcionários, de que era possível passar por ali. De que era um parque fechado para visitas. Embora exista um placa de “Boas Vindas” na entrada oficial da reserva.

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Enfim, se você passar de bicicleta ou caminhando / correndo, creio que não vai ter problemas. Existe a proibição apenas para veículos automotores, como motos.

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Vai que é uma baita trilha!!

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RESUMO

46,20 Km

3h56 trajeto asfalto + trilha

1484 calorias queimadas

Dificuldade: média.

MAPA

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Morro da Tapera (outono) – Bike

Há dias que sair é preciso. É outono. Tenho feito diversas incursões revisitando lugares dos quais já postei. Desta vez levei a câmera. Pedalando em direção ao extremo sul de Porto Alegre, passei pelo local que costumo usar como saída do Morro da Tapera. Numa decisão instantânea, resolvi percorrer o trajeto no sentido inverso que eu geralmente trilho.

Não portava o GPS que uso para navegação. Fui apenas seguindo a trilha. O caminho escolhido era bastante “acidentado”. A subida do morro é pronunciada e com diversos trechos praticamente com paredes verticais de pedra. É preciso nestes locais escalar e carregar a bicicleta.

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Topo do Morro

Neste trecho, um pequeno acidente, perdi a roda traseira. Recentemente eu havia trocado o pneu traseiro, em função do desgaste do mesmo. Com os solavancos da trilha a roda que devia estar com pouca pressão no engate com o quadro, se soltou. Felizmente sem danos. Bastou recolocar tudo no lugar e prosseguir.

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Após vencer a escalada, pedalar no topo do morro é extremamente prazeroso. O vento da manhã, o nascer do Sol, a cidade ao longe. São estes momentos que fazem a trilha valer a pena. Nada além do vento e dos pássaros é possível escutar neste momento.

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A descida, é veloz. É preciso cuidado. A vegetação esta muito alta, encobrindo a trilha. Isto dificulta visualizar pedras e buracos no caminho. Tenha os freios em ordem e atenção no caminho. Um mínimo descuido, pode render mais do que uma dor de cabeça.

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Ao finalizar a trilha, mais uma recompensa. Uma veloz descida no asfalto…

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Não é o melhor dos morros para pedalar em Porto Alegre. Para esse morro creio eu a melhor modalidade para o percorrer é o trailrun. Mas é uma opção.

 

RESUMO

18,29 Km

1h49 trajeto asfalto + trilha

681 calorias queimadas

Dificuldade: média

MAPA

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Iberê Camargo – Backdoor Trailrun

A ideia surgiu por acaso, passei pelo local pedalando e observei uma “servidão de passagem”. No dia seguinte voltei literalmente correndo para conferir o local.

Atrás do museu Iberê Camargo, uma pequena trilha, em torno de 0,5 quilômetro. É possível vencer a mesma de forma bem rápida, não fosse o terreno extremamente acidentado do lado em que eu entrei. Foi preciso literalmente escalar alguns paredões. Nada extremo, mas exigiu mais do que as pernas. Alguns trechos com vegetação fechada, e obvio, espinhos também encontrei, o que retardou ainda mais o meu progresso.

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Vencidos estes pequenos desafios, a trilha é muito boa. Túneis verdes, pontos com vista privilegiada, pequenas escadarias. O solo fica plano, favorecendo a corrida.

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Vista

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Não tenho conhecimento se esta trilha é aberta à visitação ou não. Na servidão que utilizei não havia nenhum informativo. Se a trilha é fechada, acredito que é por razões de “segurança”, obviamente existe o risco de cair de alguns pontos mais altos, mas quem se arrisca em trilhas, deve estar ciente dos perigos que corre.

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Saída

Enfim, uma trilha que esta ao lado de um dos locais que Porto Alegre abraçou. Quem passa por ali ao cair da tarde junto ao pôr-do-sol, observa a popularidade da área.

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RESUMO

12,24 Km percorridos

1h38 tempo total

912 calorias queimadas

Dificuldade: Difícil em função do relevo

MAPA- Clique para track GPS

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